Várias questões
Qual a alternativa cujo período, ao ser reescrito, «não» está em conformidade com as prescrições da gramática tradicional?
a) Na abastança é impossível compreender as lutas da miséria. Na abastança é impossível que se compreendam as lutas da miséria.
b) É mais difícil ter um bom espírito todos os dias do que dizer coisas bonitas de vez em quando.
É mais difícil que se tenha um bom espírito todos os dias do que dizer coisas bonitas de vez em quando.
c) Não convém julgar as pessoas pelas aparências. Não convém que se julguem as pessoas pelas aparências.
d) É impossível amar uma segunda vez o que deixamos de amar. É impossível que amemos uma segunda vez o que deixamos de amar.
e) Deus gastou seis dias para fazer as belezas do mundo e repousou no sétimo. Deus gastou seis dias para que se fizessem as belezas do mundo e repousou no sétimo.
As grafias de aguardente e «água ardente»
Que se diria sobre a escrita de aguardente feita na forma «água ardente», por um personagem fictício, em um romance?
Existe alguma aceitabilidade, talvez como licença poética?
"…chega a mais de…"
Apareceu um anúncio publicado na nossa imprensa diária que continha a seguinte expressão: "Hoje o programa chega a mais de 220 mil alunos e de 1300 escolas de todo o país..". Não seria mais correcto, mais clara a expressão "... a mais de 220 mil alunos e a mais de 1300 escolas.."? É apenas uma questão de estilo? Continuem com o vosso bom trabalho.
Securitário
Gostaria de saber se o termo "securitário", como em "índice securitário", "questões securitárias" ou "investigação securitária", está correctamente aplicado. Frequentemente coloca-se-me a questão por motivos profissionais. Por via das dúvidas, opto por "de segurança". Todavia, colocando lado a lado termos comparativos (em tabelas, por exemplo), fico com resultados desequilibrados: "questões económicas" / "questões de segurança".
Muito obrigado.
A análise interna do nome próprio «Invasões Francesas»
Como classificamos as palavras «Invasões Francesas», nome próprio ou nome comum + adjetivo qualificativo?
O verbo prazer e derivados
Estudando a conjugação do verbo prazer [...], deparei-me com certa discordância entre as possíveis formas de conjugá-lo, assim como as de seus derivados: aprazer, comprazer, desaprazer, descomprazer e desprazer.
Se possível, gostaria que me fossem enviadas as conjugações dos mencionados verbos e de que se esclarecesse por que possuem diferentes padrões de flexão, partindo da premissa que todas, acredito, derivam do verbo prazer.
Obrigado.
«Pela certa» e «na certa»
«Ela estava à espreita, pela certa, pois abriu-nos a porta antes que batêssemos.»
«Vai chover, na certa.»
Gostaria de saber se existe alguma diferença semântica entre estas duas expressões e se podem ser usadas em qualquer registo da linguagem escrita ou apenas em contextos informais/coloquiais.
Obrigado.
O verbo contribuir e as orações subordinadas completivas
Na frase «O projeto contribuirá para combater as alterações climáticas"», como classificamos a oração «para combater as alterações climáticas»? Final ou completiva?
Obrigada.
Copolímero
Em português deveremos escrever copolímero ou co-polímero?
Coordenou / coordenara
No seguinte período do obituário de António Houaiss, que o Ciberdúvidas transcreveu do diário português Público, o emprego de uma forma verbal faz-me hesitar.
Cito: «Foi sepultado ontem (8/3/99), no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, o filólogo António Houaiss, que coordenou, no Brasil, as negociações que geraram a polémica proposta de acordo de unificação ortográfica da língua portuguesa.»
Não seria melhor se empregássemos o pretérito mais-que-perfeito (coordenara, em vez de coordenou)? Como está, em idêntico registo de tempo, António Houaiss foi sujeito de duas acções que, na realidade, se verificaram, e tinham de verificar, em dois períodos distintos: a coordenação das negociações e a sua própria morte.
Agradeço o esclarecimento.
