DÚVIDAS

“Rechamada”, de novo
Gostaria de esclarecer os Srs. A. Tavares Louro e Evandro Cartaxo que a palavra “rechamada” é usada frequentemente na área das telecomunicações em Portugal. A situação descrita pelo Sr. Evandro Cartaxo pode surgir nos manuais de funcionalidades/facilidades de centrais telefónicas como “rechamada automática sobre telefone ocupado”. Por outras palavras e exemplificando: se eu efectuar uma chamada para alguém que tenha o telefone ocupado, posso activar a rechamada automática que me avisará, por um toque telefónico, logo que esse alguém desligar a chamada em curso. Assim que eu levantar o meu auscultador, a central telefónica automaticamente fará tocar o telefone que esteve ocupado. Isto é diferente do que o Sr. A. Tavares Louro propõe, uma vez que não se trata de busca ou pesquisa, mas de uma repetição atempada da chamada. Saliento apenas que o referido manual de facilidades das centrais telefónicas é distribuido aos normais utilizadores de aparelhos telefónicos, sendo que estes, normalmente, não são técnicos de telecomunicações. Espero que o termo seja esclarecedor da funcionalidade/facilidade descrita.
O adjetivo observacional
Numa tese de doutoramento em Física da atmosfera li as seguintes frases: «À acumulação de evidências observacionais de uma tendência de subida da temperatura média do planeta ...»; «Após a descrição dos dados observacionais usados para validação dos resultados das simulações histórica e de controlo ...» Temos em comum nas duas frases a palavra "observacionais", que desconheço existir no léxico da língua portuguesa. Pela leitura das frases, parece-me que o seu autor pretende dizer observados ou observáveis. Face à minha dúvida, pergunto se o termo em causa existe ou até se estamos na presença de um neologismo, ou pelo contrário é uma palavra mal formada e inexistente. Obrigado pelas vossas explicações.
Para + infinitivo: «paramos para nos olharmos»
Qual das opções abaixo está gramaticalmente correta? Observando-se a conjugação dos verbos olhar e estancar: 1. «Até quando cultivaríamos as chagas do passado, mantendo-as abertas e sangrentas? Apontando dedos e ferindo outros feridos, em vez de pararmos por um instante para nos olharmos e estancarmos as nossas próprias chagas.» Ou 2. «Até quando cultivaríamos as chagas do passado, mantendo-as abertas e sangrentas? Apontando dedos e ferindo outros feridos, em vez de pararmos por um instante para nos olhar e estancar as nossas próprias chagas.» Há alguma regra pela qual me possa guiar para este tipo de dúvida? Muito obrigada.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa