«Energívoro», outra vez
Muito obrigado pela v/ resposta relativa a "energívoro". Todavia, fiquei com dúvidas relativamente à implicação de voracidade veiculada por "-voro".
Insectívoro, carnívoro, herbívoro significariam voracidade por insectos, carne, erva, respectivamente?!
Fabiana
Qual o significado do nome Fabiana?
Contrafactual, pretérito mais-que-perfeito do conjuntivo e oração concessiva
Gostaria de pedir mais informação relativamente ao excerto (que transcrevo) da seguinte resposta:
«A consulente apresenta também um conjunto de frases que incluem a estrutura «por mais que», que se pode considerar entre as introdutoras de orações concessivas. Neste caso particular, são apresentados dois tipos de concessivas: as factuais, como em (19) ou (29) , que apresentam o imperfeito ou o pretérito perfeito do conjuntivo na subordinada e o pretérito perfeito na subordinante: (19) "Por maiores que fossem os problemas, ele não desistiu." (20) "Por maiores que tenham sido os problemas, ele não desistiu". Já a frase que apresenta o mais-que-perfeito do conjuntivo é incorreta, porque o recurso ao mais-que-perfeito do conjuntivo na subordinada aponta para um valor contrafactual que exigiria o uso do mais-que-perfeito composto do indicativo ou o condicional na subordinante: (21) "*Por maiores que tivessem sido os problemas, ele não desistiu."»
Gostaria de saber a que se deve o valor contrafactual de «Por maiores que tivessem sido os problemas». Surge-me esta dúvida porque, segundo percebo, o mais-que-perfeito do conjuntivo pode ser usado em concessivas factuais.
Ex: Embora o tivesse visto, não o cumprimentou.
e a estrutura «por maiores que» também, tal como o demonstra a frase (20) da transcrição.
Sendo assim, é esta combinação concreta da estrutura «Por mais que»' com o mais-que-perfeito do conjuntivo que cria o valor contrafactual?
Poderiam indicar-me, por favor, outras estruturas que, juntamente com o mais-que-perfeito composto, criam este valor contrafactual?
Por outro lado, o imperfeito do conjuntivo admitiria, também, uma leitura contrafactual, caso se usasse o condicional ou o imperfeito do indicativo na subordinante?
Ex: Por maiores que fossem os problemas, ele não desistiria/desistia.
É possível afirmar-se que o imperfeito do conjuntivo tem, em geral, valor contrafactual nos mesmos casos em que o mais-que-perfeito do conjuntivo o tem?
Muito obrigado pelo serviço que o Ciberdúvidas presta, ao qual recorro frequentemente.
«Fora de» e «de fora de»
Vi escrito na comunicação social a seguinte frase: «Os temas essenciais continuam de fora da mesa.» Pergunto-me se a preposição de não estará a mais e se aquela frase não se deva escrever antes: «Os temas essenciais continuam fora da mesa.» Qual destas duas é a frase correta?
Se possível, gostaria que me esclarecessem sobre este ponto.
Muito obrigado.
Alterações da nomenclatura gramatical
A nomenclatura relacionada com a área específica da gramática tem vindo a alterar-se profundamente, desde o pronome oblíquo ao sujeito nulo; desde a expansão dos grupos verbais e nominais ao desaparecimento do condicional como modo, substituído agora pelo futuro perfeito ou futuro do pretérito.
Fico inquieta com tanta alteração que remove a lógica em que assentou toda a minha aprendizagem.
Mais do que uma pergunta, trata-se de um desabafo.
Obrigada.
Interpretação de trecho
Não consigo entender o seguinte trecho de Plínio Salgado contra o primitivismo de Oswald de Andrade:
"Imitamos os touristes, apreciando a nossa terra e a nossa gente com os olhos de curiosidade com que Martius colecionava borboletas (...) abrindo a boca em interjeições, com os mesmos 'ohs' que iluminavam as caçadas de Roosevelt."
Poderiam interpretá-lo para mim?
Roupeta
Encontrei esta palavra num artigo sobre os jesuítas no Brasil. O contexto era mais ou menos que a literatura brasileira ter-se-ia iniciado com os jesuítas e a sombra da roupeta permaneceu estendida na nossa literatura e pensamento. O que é essa roupeta? Desculpem-me a ignorância, mas, nunca ouvi esta palavra. É uma referência ao hábito dos jesuítas?
O verbo fraudar
Acabo de ler um texto escrito por um excelente escritor. Nesse texto, podemos ler que «As eleições foram fraudadas».
Uma vez que o referido autor usa várias expressões na variante brasileira do português, pergunto-me se o termo fraudado é próprio do Brasil ou se, por outro lado, pode/deve ser usado na frase em questão.
Intuitivamente, diria que se deve escrever fraudulentas, mas não poderei propor uma «adaptação» com base na intuição.
Muito obrigado.
Coordenação na frase «chove que chove»
Gostaria de saber como se classifica a oração, isto é, como se divide a oração «Chove que chove».Obrigada.
O nome Marilisa
Gostaria de saber qual a pronúncia correcta do nome de mulher Marilisa: será “Marilísa” ou “Márilisa”? Grata pela atenção.
