DÚVIDAS

A locução «mais além»
Recentemente encontrei o seguinte fragmento numa revista portuguesa: «Indo um pouco mais além, cabe destacar os interessados responder afirmativamente às questões 2 e 4.» Gostaria de saber se não seria redundante o uso de «mais além» nesse contexto. No Brasil, parece-me que poderia ser mais comum "Indo um pouco além" para adicionar uma informação ao que se disse antes, mas não tenho certeza. Muito obrigada pela ajuda sempre inestimável.
Ordenação de tempos verbais numa frase
A minha questão diz respeito a esta frase encontrada na página 291, linhas 5 e 6, da tradução portuguesa da obra Dracul, de Dacre Stoker e J.D. Barker, publicada pela TopSeller: «Até há instantes, eu tremia furiosamente, mas conseguira, por fim, acalmar.» Na frase transcrita, o uso do verbo no pretérito-mais-que-perfeito (conseguira) estará correcto? Não deveria o verbo tremer ter sido conjugado no pretérito-mais-que-perfeito, e o verbo conseguir no pretérito perfeito, uma vez que aquela ação precede temporalmente esta última? Obrigado, desde já, pela atenção.
O significado de «pinhal da Azambuja» em Os Maias
Encontrei o seguinte trecho n'Os Maias e não consegui achar alguma referência explicando a comparação do Sá Nunes com o pinhal de Azambuja. Eis o trecho: «O Taveira não subiu. Todos esses dois longos dias se intrigara desesperadamente. O Gouvarinho queria as Obras Públicas: o Videira também. E falava-se duma cena terrível por causa de sindicatos, em casa do presidente do conselho, o Sá Nunes, que terminara por dar um murro na mesa, gritar: "Irra! que isto não é o pinhal de Azambuja!" – Canalha! rosnou Ega com ódio.» Poderia dizer o que explica ou originou este tipo de comparação com o pinhal de Azambuja? Obrigado desde já.
Reticências para sugerir uma palavra
[Sobre] «tá quente pra c...» «Tem estado "um calor e ananases", como diria Fradique Mendes, pela pena de Eça de Queirós. Por estes dias, podem usar-se outras frases castiças caídas em desuso como “está de rachar” ou “derrete os untos!” Denise e Raimundo, brasileiros de Santa Catarina, chegaram esta semana a Lisboa. Pouco dados à leitura de Eça, escolheram tiradas como “tá quente pra caracá” e “tá quente pra dedéu!”, para terminarem com um estrondoso “tá quente pra c…!” […] Victor Bandarra, "Calores Luso-brasileiros", Correio da Manhã / Revista Domingo, 26.8.2018, p. 25 Todos sabemos de antemão com o que  «c...» está conotado. Que nome se dá a esta arte de abreviar palavras com reticências? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa