DÚVIDAS

Vírgulas com a locução «ou antes»
Nas construções: «A psiquiatria, ou antes, a psicanálise...» «É essa a nossa, ou antes, a minha hipótese...» «Tudo isso será o passado, ou antes, já é o passado.» a virgulação está correta? Ou não deveria grafar-se, ao invés: «A psiquiatria, ou, antes, a psicanálise...» «É essa a nossa, ou, antes, a minha hipótese...» «Tudo isso será o passado, ou, antes, já é o passado.» Muito obrigado.
"Black-out" 2
Muito frequentemente se ouve dizer, especialmente em notícias desportivas: «O clube x está em "black-out".». A utilização da palavra inglesa "black-out" neste caso parece-me absolutamente injustificada. A sua utilização pela imprensa e pela televisão é, a meu ver, uma fonte de confusão (e mesmo uma falta de respeito) para quem não conhece a língua inglesa. Bloqueio informativo não seria muito mais esclarecedor?
Pronome recíproco: espanhol vs. português
A seguinte situação é-me um bocado confusa, pois lamentavelmente tenho dificuldade em parar de pensar de acordo com a gramática de um dos meus idiomas maternos, o espanhol. No espanhol, é possível construir a frase imperativa «apriétense las manos!» ou «dense las manos!», pois no espanhol, estamos a mandar fazer essa ação reciprocamente. Em português, não entendo porque só há de ser «apertem as mãos» e «deem as mãos» (versus estas supostas frases erradas segundo os nativos de português: “apertem-se as mãos” e “dêem-se as mãos.) Agradeço antecipadamente a vossa resposta.
Oração subordinada substantiva:
«descobre como funciona a narrativa»
«Amor de Perdição foi uma superprodução, com orçamento que hoje alcançaria cerca de um milhão de euros. Musicalmente, é evidência de uma rápida evolução. "Ficamos com a ideia de que ao terceiro filme o Armando Leça descobre como funciona a narrativa no cinema", diz Manuel Deniz Silva.» A oração introduzida por como – «como funciona a narrativa no cinema» – como se classifica?
A combinação pronominal lho em Júlio Dinis
Num artigo do consultório deparou-se-me a citação seguinte: «A irritação ditava-lhe uma violenta resposta, mas já lho não permitia a consciência.» (Júlio Dinis, A Morgadinha dos Canaviais. 1860). Esta frase suscitou-me a dúvida seguinte cujo esclarecimento antecipadamente agradeço. Pergunto se, corretamente, não deverá antes escrever-se: «…mas já não lha permitia a consciência», isto é, escrever «lha» em vez de «lho», porquanto na 2.ª oração estamos referindo-nos à violenta resposta.
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