«Foi-se embora» vs. «foi embora» em Portugal
Queria pedir, por favor, uma resposta mais detalhada sobre a preferência por «ir-se embora» em detrimento de «ir embora». Há contextos em que o se me parece necessário, outros em que me soa desnecessário, mas não tenho uma justificação científica para tal.
Por exemplo: na frase «Depois ele foi embora», parece-me faltar o se. Falta? Porquê?
Muito obrigado.
Sobre o adjectivo confessional
Pretendo usar o adjectivo confessional, no sentido em que alguém fala de si mesmo, mas sem poder dizer-se que o resultado é autobiográfico, sendo apenas autodescritivo. O que acontece é que os dicionários consideram confessional restritivamente como relativo à religião. É o que acontece em francês e inglês, mas estou certo de já ter lido, em português, o adjectivo com o sentido que pretendo dar-lhe. Estarei enganado?
Atacadista
Gostaria de saber o significado da palavra atacadista.
Obrigada.
Ato ilocutório diretivo: «Precisamos de descobrir...»
A frase «Precisamos de descobrir a gramática da bondade.», retirada de O pequeno caminho das grandes perguntas. (Porto: Quetzal, p. 77), de José Tolentino Mendonça, concretiza um ato de fala compromissivo ou diretivo?
Obrigada pela vossa atenção.
«De que» e cujo
Qual da(s) opção(ões) está gramaticalmente correta?
1) Tenho instrumentos de que não sei o nome.
2) Tenho instrumentos cujo nome não sei.
3) Tenho instrumentos que não sei o nome.
O topónimo Rossiona (atual Montenegro)
Qual a origem e o contexto da palavra "Rossiona" ou "Rosseona" no séc. XVI em Portugal?
Milhar outra vez em discussão
Deixamos 24 novas respostas que se somam às 39 que foram sendo postas em linha ao longo dos últimos dias (ver Respostas de Hoje e Respostas Anteriores). Lembramos uma delas – Ainda a querela «centenas de milhar» “versus” «centenas de milhares» –, sobre o uso de milhar e do seu plural, tema a que voltaremos proximamente.
Como sempre, fizemos a actualização da Antologia, do Correio, das Notícias Lusófonas e do Pelourinho. Matérias, esperamos, que contribuam para a reflexão e o esclarecimento de quantos querem saber sempre mais sobre a Língua Portuguesa.
Modo indicativo: perfeito, imperfeito
e mais-que-perfeito
e mais-que-perfeito
Estou em dúvida nessas frases. Não seria correto o uso do pretérito perfeito?
A) Há poucas semanas, encontrávamo-nos para celebrar o Natal. Entre as luzes do presépio, renovávamos os votos de esperança.
B) Olhamos para o ano que se despedia, e ansiávamos pelo novo que receberíamos semanas depois. Todos naquela noite reconheceram que o ano fora turbulento.
Na frase B, não seria foi ao invés de fora?
Grata.
Passiva sintética e verbos transitivos
Na frase «inocentou-se aquele réu», a voz é passiva sintética.
A minha dúvida é a seguinte: se essa frase não tem objeto direto, por que o verbo é ainda classificado como transitivo direto nessa voz?
Há algum gramático que dê uma luz sobre isso?
Muito obrigado!
Topónimos começados por A de: A das Lebres
Gostaria de saber qual a grafia correta para os topónimos começados pelo som A-do, pois encontram-se registos com 3 grafias diferentes. Ex. A-do-Mourão, A-das-Lebres, A-dos-Bispos Será: - À-do - A-do - Á-do
Agradeço desde já o vosso trabalho e a ajuda prestada.
