DÚVIDAS

«Foi-se embora» vs. «foi embora» em Portugal
Queria pedir, por favor, uma resposta mais detalhada sobre a preferência por «ir-se embora» em detrimento de «ir embora». Há contextos em que o se me parece necessário, outros em que me soa desnecessário, mas não tenho uma justificação científica para tal. Por exemplo: na frase «Depois ele foi embora», parece-me faltar o se. Falta? Porquê? Muito obrigado.
Sobre o adjectivo confessional
Pretendo usar o adjectivo confessional, no sentido em que alguém fala de si mesmo, mas sem poder dizer-se que o resultado é autobiográfico, sendo apenas autodescritivo. O que acontece é que os dicionários consideram confessional restritivamente como relativo à religião. É o que acontece em francês e inglês, mas estou certo de já ter lido, em português, o adjectivo com o sentido que pretendo dar-lhe. Estarei enganado?
Milhar outra vez em discussão
Deixamos 24 novas respostas que se somam às 39 que foram sendo postas em linha ao longo dos últimos dias (ver Respostas de Hoje e Respostas Anteriores). Lembramos uma delas – Ainda a querela «centenas de milhar» “versus” «centenas de milhares» –, sobre o uso de milhar e do seu plural, tema a que voltaremos proximamente. Como sempre, fizemos a actualização da Antologia, do Correio, das Notícias Lusófonas e do Pelourinho. Matérias, esperamos, que contribuam para a reflexão e o esclarecimento de quantos querem saber sempre mais sobre a Língua Portuguesa.
Modo indicativo: perfeito, imperfeito
e mais-que-perfeito
Estou em dúvida nessas frases. Não seria correto o uso do pretérito perfeito? A) Há poucas semanas, encontrávamo-nos para celebrar o Natal. Entre as luzes do presépio, renovávamos os votos de esperança. B) Olhamos para o ano que se despedia, e ansiávamos pelo novo que receberíamos semanas depois. Todos naquela noite reconheceram que o ano fora turbulento. Na frase B, não seria foi ao invés de fora? Grata.    
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