DÚVIDAS

Maiúsculas iniciais em compostos: «Major-General»
Depois da publicação do novo acordo ortográfico, as palavras compostas nos postos militares deixam-me imensas dúvidas. Por exemplo: tenho visto escrito "Major-general" e "Major-General" quando aplicado a uma pessoa em concreto: «Major-general Bento Soares» ou «Major-General Bento Soares». Não tenho dúvida na utilização do posto major-general quando não associado a uma pessoa em concreto, por exemplo: «vi um major-general a passear na minha rua». Em relação ao primeiro caso, associado a um nome concreto, qual é a forma mais correta de escrever? Será "Major-general" ou "Major-General"? Gostava que me esclarecessem sobre esta dúvida. Obrigado
Todos, coordenação e próclise
Tenho dúvidas quanto à colocação dos pronomes clíticos nas frases em que existe enumeração de ações. Por exemplo, na frase «Todos se riam», o todos desencadeia a próclise. Mas numa frase em que se enumerem várias ações e o verbo pronominal se encontre no meio ou no fim, deve haver próclise ou não? A forma correta é «Todos falavam, se interpelavam, se riam e conversavam», ou «Todos falavam, interpelavam-se, riam-se e conversavam»?
O significado de rebelim
Qual o exato significado da palavra "rebelim", encontrada em documentos do século XVII? Ex.: «Na ponta da Villa da parte do Sul hum Rebelim, que não sô defenda a Fortificação...» (Maranhão, 1655) ou «Prevendo o perigo de um ataque inglês a Lisboa, em 1625, mandou a Câmara fazer uma vistoria às muralhas. No referido documento, diz "Portas de Santo Antão: fazer hum paredão como rebelim e tapar hum dos postigos..."»
Comparativo: «mais bem do que mal»
É correto dizer «Falaste mais bem dele do que mal» ou dever-se-ia dizer: «Falaste melhor...»? Efetivamente, o senso comum diz-nos que, quando o verbo não está no particípio passado, se deve dizer melhor. No entanto, no entender de alguns puristas como Sá Nogueira, melhor é comparativo de «mais bom» e nunca de «mais bem», como julgo que afirmam numa das vossas respostas. Mesmo assim, esta posição será válida? Tendo fundamento, devemos ser nós mais puristas ou laxistas? Malgrado a insistência neste tópico que se faz presente nas respostas inúmeras dadas aqui na página, gostaria que me elucidassem (e, se o assunto for polémico e não se importarem, debatessem) as minhas dúvidas. Um bem-haja a todos os consultores!
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