Complemento direto e preposição a
Faz-me confusão o facto de os portugueses não usarem sempre a preposição a antes dos complementos diretos de pessoa.
Por exemplo:
«Convidei o meu amigo para jantarmos juntos».
«Defende o chefe da comissão». (defender ou louvar uma pessoa)
«A empatia é fundamental para conhecermos o outro».
«Leva as pessoas a fazerem parte disto».
«Rui cumprimentou o Pedro».
Há alguma regra?
Em espanhol dizemos assim: «Invité a mi amigo para que cenemos juntos»; «Defiende al jefe de la comisión»; «La empatía es fundamental para conocer al otro»; «Lleva a las personas a formar parte de esto»; «Rui saludó a Pedro».
Muito obrigada. Agradeço muito a vossa ajuda.
Perífrase verbal e locução verbal
«Perífrase verbal» e «locução verbal» são a mesma coisa?
Recentemente, fiz uma prova que trazia o seguinte enunciado:
«No trecho "O governo federal tem procurado reduzir o desmatamento da Amazônia, anunciando medidas rigorosas para tentar conter as queimadas", a expressão *tem procurado* é um exemplo de: a) Locução adjetiva b) Locução verbal c) Locução substantiva d) Perífrase verbal e) Locução prepositiva»
O gabarito oficial trouxe como alternativa correta a letra b), porém estou em dúvida se a questão não deveria ser anulada, pois trata de Perífrase Verbal. Eles não deveriam ter colocado nas alternativas apenas uma das opções: ou locução verbal ou perífrase verbal?
Agradeceria, com todo meu coração, se me ajudassem com essa dúvida.
Valor locativo do modificador: «o Mosteiro dos Jerónimos, em Belém...»
Tenho uma dúvida em relação à seguinte função sintática do constituinte «em Belém» na seguinte frase:
«O Mosteiro de Santa Maria da Feira, em Belém, é mais conhecido por Mosteiro dos Jerónimos.»
Modificador de nome, certo?
A expressão «em Belém» equivalerá a «que é de Belém»? Equivalerá a «localizado em Belém»? Não me parece que faça sentido quando movida na frase.
Obrigado pela vossa paciência e dedicação.
Hermenêutico de análise
Gostaria de saber significado e intenção da frase.
A colocação do pronome em «bons olhos o vejam»
As minhas saudações a toda a equipe do Ciberdúvidas.
Gramáticas há que sugerem a formação proclítica de orações optativas «Bons olhos o vejam», «Bons ventos o levem», em vez de “Bons olhos vejam-no” e “Bons ventos levem-no”. Se eu entendi bem, poderia levantar a hipótese que orações desse tipo deriva de construção oracional do tipo «Eu desejo (que) …»?
Contudo, se se mudasse a ordem da oração, prevaleceria o fator de próclise “O vejam bons olhos” e “O levem bons ventos” ou mudaria para o fator de ênclise “Vejam-no bons olhos” e “Levem-no bons ventos”?
Porque, segundo gramáticas normativas, orações não podem iniciar por pronome oblíquos átonos. Acredito também que, se mantivesse a conjunção que, ficaria em próclise «Que os vejam bons olhos» e «Que os levem bons ventos», não é? Orações optativas e orações absolutas são a mesma coisa?
Então, que tendes a dizer-me de tudo isso?
Obrigado antecipadamente a toda a equipe por vir sanando muitas dúvidas do nosso idioma ao longo dos anos.
A locução «no imediato»
Ao ler um artigo de opinião num jornal português, a expressão «no imediato» deixou-me com uma dúvida.
No Brasil, é muito mais comum o uso de imediatamente, mas não sei se o significado é o mesmo no contexto de uso.
A oração era esta: «Devido à dimensão dos recursos, no imediato esses serviços são disponibilizados pelo oligopólio das grandes empresas tecnológicas.»
Talvez a interpretação seja a de que os serviços são «imediatamente disponibilizados» pelo oligopólio citado ou «estão imediatamente disponíveis» no oligopólio mencionado.
Agradeço-lhes muito pela ajuda para saber se a interpretação de «no imediato» é correta no contexto enviado.
«Levar (alguém) a» + orações de infinitivo
No seguinte parágrafo:
«No início, alguns professores apresentaram um pouco de resistência com o recurso digital, por ser algo novo, tiveram receio de que pudesse dificultar o trabalho, entretanto, em pouco tempo os benefícios promovidos pelo recurso se sobressaíram, o que levou os professores a abraçar o projeto.»
O verbo abraçar está corretamente conjugado? Não deveria ser abraçarem?
Gostaria de entender a regra gramatical nesse caso, pois é algo que sempre me deixa em dúvida!
Obrigado!
A expressão «fazer a cama de lavado»
Diz-se «fazer a cama de lavado» ou «lavar os lençóis»?
A expressão «lógica colaborativa»
Pode esclarecer se a expressão «lógica colaborativa» é correta?
Obrigada
A preposição de em «garfo de peixe»
Qual a forma correcta de se dizer:
«Garfo de peixe», ou «garfo a peixe»?
«Garfo de carne», ou «garfo a carne»?
Obrigado.
