Sobre o novo Acordo Ortográfico: a grafia da flexão de arguir e construir
Como português fiquei envergonhado. Temos de ser isentos e admitir. Bechara está inventando um novo acordo ortográfico com muita habilidade, mas ele tem razão em tudo. Presto a minha homenagem...
Com o tempo verifiquei que muitas das dificuldades do acordo ortográfico resultam de este estar incompleto. E ele está omisso porque a parte brasileira confiou na coerência e racionalidade do atual sistema português e não aprofundou. Eu não gostava do passado sistema brasileiro, mas ele era de regras relativamente simples e coerente. O mesmo não se pode dizer do atual sistema português. Acreditem ou não, apesar de toda a boa vontade notória brasileira, ele está a levar os gramáticos brasileiros à loucura... Vou deixar a conjugação de alguns verbos tirados do Priberam online. Eles dizem tudo...
Conjugação do verbo arguir (presente do indicativo)
arguo
argúis
argúi
arguimos
arguis
argúem
Conjugação do verbo construir (presente do indicativo)
construo
constróis
constrói
construímos
construís
constroem
Conjugação do verbo arguir (pretérito perfeito do indicativo)
argui
arguiste
arguiu
arguimos
arguistes
arguiram
Conjugação do verbo construir (pretérito perfeito do indicativo)
construí
construíste
construiu
construímos
construístes
construíram
Côa e coa
Acabei de descobrir no site do Portal da Língua Portuguesa que coa é forma do verbo coar, enquanto côa é substantivo.Ora, eu estive sempre convencido de que as palavras que terminavam em «oa» (acentuado) não precisavam de acento gráfico (boa, coroa, doa, gamboa, Lisboa, pessoa, voa, etc.). Nos «casos particulares» que os senhores apontam aqui, parece que o acento gráfico é usado para distinguir palavras com pronúncia diferente que, sem o dito acento gráfico, ficariam ambíguas.Se tanto coa (forma verbal) e côa (substantivo) são pronunciadas ['koɐ], poderiam os senhores explicar-me o porquê do acento gráfico?Obrigado.
«Poder paternal»
Gostaria de saber qual o termo mais correcto: «poder paternal», ou «poder parental»?Muito obrigada.
A sintaxe de destruir e roubar
Gostaria de saber a regência dos verbos destruir e roubar nestes dois exemplos:
«O fogo destruiu a plantação do fazendeiro.»
«Ninguém deve roubar a infância de um ser humano.»
Muito grata.
O sentido de «proceder a julgamento»
Gostaria de um esclarecimento: qual o sentido para a frase «O juiz procedeu ao julgamento»?
Seria «O juiz deu início ao julgamento», ou «O juiz deu continuidade ao julgamento»?
Desde já agradeço o espaço...
O significado e a origem de «tirar-se de cuidados»
Qual o significado e a origem de «tirar-se de cuidados» («Apenas por essa razão se tirara de cuidados» in M. Torga, Contos da Montanha) ou «tirar-se de seus cuidados»?
«Bicicleta reclinada»
Na pergunta que se encontra aqui, vocês indicam que o nome correcto para uma ligfiets, recumbent bicycle, ou, em alemão, Liegerad, seria «bicicleta recumbente», «de encosto», etc.
No meu entender, a melhor tradução é mesmo «bicicleta reclinada», a palavra recumbente é completamente desconhecida da maioria das pessoas, e o termo reclinado já vai sendo reconhecido por grande parte da comunidade ciclista (tal como também se pode verificar pesquisando online pelos dois termos).
Fabulare (latim) > falar + praecuntare (latim) > perguntar
Quais são os fenómenos fonéticos ocorridos nestas duas palavras?
fabulare (latim) > falar
praecuntare (latim) > perguntar
Se me puderem ajudar, agradecia.
«Deixar (a) cozinhar um pouco»
Numa receita culinária, qual das expressões é a correcta?
«Juntar os legumes e deixar cozinhar um pouco», ou «Juntar os legumes e deixar a cozinhar um pouco»? Ou estão ambas correctas?
Análise sintáctica: orações disjuntivas («quer... quer») e copulativas («não só... mas também»)
Como dividiriam e classificariam as orações das seguintes frases?
«A Joana não só limpou a casa como também lavou a loiça.»
«Vou sair, quer chova quer faça sol.»
Tenho dúvidas sobretudo quando se utilizam as locuções como «não só... mas também», «ou... ou», «quer... quer», por exemplo.
