DÚVIDAS

Expressões próprias do texto expositivo
Gostaria de esclarecer a seguinte dúvida: Num texto expositivo cuja temática incide sobre a «indiferença nas relações humanas», é possível utilizar expressões como «o homem é cada vez mais indiferente ao que o rodeia», «o homem só se preocupa consigo próprio e ignora os demais», «não podemos ficar indiferentes aos problemas dos outros», entre outras. Estas expressões não fazem parte de um texto de opinião? Como distinguir expressões próprias do texto de opinião das do texto expositivo? Obrigada pela atenção.
Atos ilocutórios assertivos e expressivos
Venho pedir a vossa ajuda acerca da identificação de um ato ilocutório. A frase "Pobres, as palavras, insignificantes, insuficientes" constitui um ato ilocutório assertivo ou expressivo? Porquê? O contexto é um texto de Francisco Assis (jornal Público, 19/11/2023): «As palavras são incapazes de exprimir algumas alegrias. Pobres, as palavras, insignificantes, insuficientes. Mas a música chega lá.» Muito obrigada pela vossa ajuda,
O anglicismo «team building»
A expressão team building ou team-building é usada em Portugal para definir uma tipologia de atividades especificas de desenvolvimento de equipas. Procurei no dicionário de estrangeirismos da língua portuguesa e encontro a palavra team mas não team building ou team-building 1. É a expressão team building um estrangeirismo? 2. Em caso negativo, como classificar a mesma? Outra questão que aproveito para colocar é a seguinte: Em inglês, de acordo com os dicionários Oxford Learner's e Cambridge, 2023 team building e team-building são ambos termos correctos e a sua aplicação depende do contexto. Alegadamente no primeiro caso quando a expressão é usada como um substantivo e team-building usa-se como adjetivo antes do substantivo que está a descrever. 3. Assim sendo, esta regra aplica-se também num mesmo contexto português?
A origem de tetravô
Estava lendo um artigo do site Origem da Palavra, que indica que tataravô, como pai do trisavô, está errado... Eles dizem que, embora muitos a usem, o correto é tetravô mesmo! Pois muito bem, qual a origem/de onde vem tataravô? É gramaticalmente incorreto e esteticamente feio utilizar tetravô? Por quê no caso? E, caso não seja, existe também "tatataravô" (que seria o «pai do tetravô»)? A propósito: meus parabéns por sempre se empenharem em escrever no mais correto português… Muitos dos livros que leio são recheados de erros de digitação, idioma e informação! Bem triste, não é verdade isso? Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Hipérbato vs. anástrofe
Entre colegas, surgiu uma discussão sobre um recurso expressivo na estância 19 d'Os Lusíadas: anástrofe ou hipérbato? Já no largo Oceano navegavam,As inquietas ondas apartando;Os ventos brandamente respiravam,Das naus as velas côncavas inchando;Da branca escuma os mares se mostravamCobertos [...] Nesta estância, podemos afirmar que estamos perante anástrofes em «Das naus as velas côncavas inchando» e «Da branca escuma os mares se mostravam/ Cobertos»? Considero que o hipérbato consiste numa alteração "violenta" na ordem natural da frase, como "os casos que o Adamastor contou futuros". Desde já, agradeço o vosso esclarecimento.
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