DÚVIDAS

Tcheco (no Brasil) vs.checo (em Portugal)
Minha dúvida concerne à escrita da palavra tcheco/checo. Aqui no Brasil é mais comum o uso da variante tcheco, porém não tenho certeza se essa seria a forma mais correta de escrever, pois não sei se o encontro tch é comum da nossa língua. Entretanto, como poderia escrevê-la, então? Pois aqui tal vocábulo é pronunciado da mesma forma que é escrito, logo, se fôssemos escrevê-lo como checo, teríamos de pronunciá-lo como /sheko/, e não /tsheko/. Como proceder? Agradeço desde já a vossa ajuda.
A voz passiva na linguagem jurídica
Antes de mais, queria felicitá-los pelo excelente trabalho que têm vindo a desenvolver e pelo apoio que representam para aqueles que, como eu, usam a língua como ferramenta de trabalho. A minha dúvida surgiu a propósito de uma pergunta que me colocou uma aluna espanhola. Segundo ela, em espanhol, o uso da voz passiva é característico da linguagem jurídica. Gostava de saber se em português podemos afirmar que a voz passiva se caracteriza por ser usada em registos específicos da língua e quais seriam esses âmbitos de utilização. Muito obrigada pela atenção.
Concordância com o pronome relativo em função do seu antecedente
Às vezes fico em dúvida quanto à concordância próximo do pronome relativo que, como a seguir: «Tem matriz em Esteio, filial em Lajeado e concentra uma rede de postos franqueados QUE já ULTRAPASSAM (ultrapassa) as 250 unidades no Rio Grande do Sul.» (Tenho de concordar com «rede», ou com «postos»?) Outro exemplo: «Estes são os integrantes da equipe QUE CONQUISTARAM (conquistou) o título estadual.» (Concordo com «integrantes», ou «equipe»?)
Pontuar uma oração gerundiva numa construção de foco
Antes de mais, gostaria de mostrar o meu apreço pelo trabalho que fazem. É, sem dúvida, um excelente meio para esclarecer dúvidas e prestar um serviço valioso a quem procura saber mais e melhor. Quanto à minha questão, estou em dúvida sobre a colocação da vírgula na frase seguinte: «E foi pensando nessa viagem, que a decidiu fazer.» Sei pontuá-la em frases semelhantes («pensando nessa viagem, decidiu fazê-la» ou «e, pensando nessa viagem, decidiu fazê-la»), mas na primeira que referi («e foi pensando nessa viagem, que a decidiu fazer») não tenho a certeza. Assim, gostaria de saber qual a forma correcta de a pontuar e a regra que determina a colocação ou não colocação de vírgula na frase referida.
A pronúncia de nascer e crescer
Eu nasci na Covilhã, mas fui para a Alemanha com quatro anos. Este verão, depois de 34 anos, decidi voltar para Portugal. Como cresci no estrangeiro, só aprendi o português com os meus pais, obviamente neste caso com o dialeto da Beira Baixa. Eu tenho tido dificuldades a adaptar-me ao dialecto lisboeta, e tenho amigos que gostam de se rir com a minha pronúncia de certas palavras. Uma diferença que eu não percebo é a pronúncia da palavra nasci ou cresci. Eu digo "nassi" ou "cressi", os lisboetas dizem "naschi" ou "creschi". Isso para mim não é lógico, porque só palavras com ch ou x deviam ser pronunciadas assim, correcto? Gostava de lhes dizer que gosto muito da vossa página porque tem muitas informações interessantes. Muito obrigada.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa