DÚVIDAS

Os tempos do modo condicional
Gostaria que me esclarecessem uma dúvida: o modo condicional tem tempos? Encontrei em gramáticas antigas e recentes o seguinte: o modo condicional simples e composto flexionado sem referência a tempos; o modo condicional com o tempo do presente simples e o presente composto e o modo condicional com o tempo do presente simples e o pretérito perfeito composto. Confesso que me sinto intrigada. Já tentei encontrar resposta no Dicionário Terminológico, mas não a encontrei.
«Nesta semana» vs. «esta semana»
Sempre vejo a  RTP Internacional de Portugal, leio vários jornais de Portugal. Observei que os portugueses não usam a preposição em antes dos demonstrativos estes, estas, esse, essa, isso, já bem usadas no Brasil. Será que obedece à gramática normativa usar ou não usar a preposição em + pronome? Exemplos: Brasil: «O candidato vai dar entrevista nesta semana.» Portugal: «O candidato vai dar entrevista esta semana.»
Classificação de orações
Na frase «Devo a minha vida a meus pais, que ficaram maravilhados com o meu nascimento, e também ao nosso grande amigo médico Luís que assistiu ao parto e evitou que eu morresse», a oração «Devo a minha vida a meus pais e também ao nosso grande amigo médico Luís» pode ser considerada oração subordinante, e as orações «que ficaram maravilhados com o meu nascimento» e «que eu morresse», subordinada relativa explicativa e subordinada integrante, respetivamente?
«Jogo de sabatina»
Num conhecido sítio português da Internet destinado a promover uma conhecida colecção de livros infanto-juvenis, Uma Aventura (www.uma-aventura.pt), encontravam-se disponibilizadas algumas sugestões de trabalho, para análise dos referidos livros, a utilizar em contexto de sala de aula, nas escolas, no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa. Num dos aludidos exercícios sugeridos encontrava-se a seguinte expressão composta, que eu não consigo entender: «jogo-sabatina». Podiam-me explicar o que é de facto um jogo-sabatina, no contexto apresentado?
Ainda a colocação dos pronomes (PE e PB)
Agradeço ao prezado senhor e deleto mestre Carlos Rocha pela resposta «A colocação dos pronomes» que mui satisfatoriamente me redigiu. Ainda com o escopo de perscrutar algumas questões que não me foram dissolvidas, fui consultar a Moderna Gramática Portuguesa sobre as normas de sínclise. Lá, na pág. 587, Evanildo Bechara faz referência aos estudos de Manuel Said Ali Ida, um magistral sintaxista da língua portuguesa. Transcrevo-lhe o trecho que se me deparou: «Durante muito tempo viu-se o problema apenas pelo aspecto sintático, criando-se a falsa teoria da ‘atração’ vocabular do ‘não’, do ‘quê’, de certas conjunções e tantos outros vocábulos. Graças a notáveis pesquisadores, e principalmente a Said Ali, passou-se a considerar o assunto pelo aspecto fonético-sintático.» Ainda na pág. 591, Bechara nos remete a um comentário do prof. Martinz de Aguiar, que transcrevo: «A colocação de pronomes complemento em português não se rege pela fonética, nem é o ritmo, o mesmo binário-ternário, em ambas as modalidades, brasileira e lusitana, que impõe uma colocação aqui, outra ali, não. Ela obedece a um complexo de fatores, fonético (rítmico), lógico, psicológico (estilístico), estético, histórico, que às vezes se entreajudam e às vezes se contrapõem.» Evanildo Bechara, Moderna Gramática Portuguesa (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2009, pág. 587-591). Diante disto, gostaria de saber, se não se aplicam mais regras baseadas em atração, em parte, a que outros factores poder-se-ia recorrer para elaborar construções corretas, quanto à sínclise? Como a norma culta tem se comportado diante destas descobertas? Como se pode expandir a explicação do prof. Martinz quando cita o «complexo de fatores, fonético (rítmico), lógico, psicológico (estilístico), estético, histórico»? Como cada um desses influenciaria na elaboração da sínclise? Peço que me perdoe pelo muito estender a discussão! Agradeço-lhe, mais uma vez, a atenção em me responder!
Pensemos =
presente do conjuntivo/imperativo
Ao resolver um exercício sobre o poema de Ricardo Reis Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio, deparei-me com a seguinte questão: «No primeiro verso da segunda estrofe, a forma verbal pensemos encontra-se no: – presente do indicativo – presente do conjuntivo – pretérito imperfeito do conjuntivo.» A dúvida reside no facto de me parecer que estas formas verbais estão no imperativo e não no presente do conjuntivo, como indica a solução (nem há hipótese para o imperativo). Penso que poderá tratar-se de um lapso, por isso, gostaria de confirmar.
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