DÚVIDAS

A vírgula em frases coordenadas e subordinadas
Estou com uma dúvida quanto ao uso da vírgula em casos nos quais vejo orações coordenadas e subordinadas se associando. Aprendi que, em orações coordenadas com diferentes sujeitos e ligadas pela conjunção e, é recomendável o uso da vírgula antes da mencionada conjunção. Exemplos: «O plano fracassou, e a polícia prendeu os criminosos.» «Luís venceu, Joaquim perdeu, e Cláudio empatou.» Fico na dúvida se a vírgula que antecede a conjunção e ainda seria indicada (ou se seria optativa ou mesmo proibida) se as orações fossem coordenadas entre si, mas também assumissem função de orações subordinadas. Tento formular a seguir um exemplo baseado na segunda construção acima. Nele, as três orações coordenadas também passam a ser orações subordinadas substantivas objetivas diretas: «Soube que Luís venceu, (que) Joaquim perdeu, e (que) Cláudio empatou.» Seria mais correto «Soube que Luís venceu, Joaquim perdeu e Cláudio empatou»? Num caso como o que formulo a seguir, fico com a impressão (como leigo!) de que a vírgula mesmo interrompe a relação de subordinação, ainda que não afete a coordenação: «Joaquim determinou que Ricardo fosse à repartição, e (que) José ficasse com a sua família.» Não seria melhor «Joaquim determinou que Ricardo fosse à repartição e (que) José ficasse com a sua família»?
O hífen em compostos
depois do Acordo Ortográfico
Diz o Vocabulário Ortográfico do Português – Critérios de aplicação das normas ortográficas ao Vocabulário Ortográfico do Português: «Mantém-se o hífen nas seguintes situações…: quando o prefixo ou radical termina com a mesma letra (vogal ou consoante) com que se inicia a palavra a que se junta…» Diz o Acordo Ortográfico, Base XVI – 1: «só se emprega o hífen nos seguintes casos: (…) b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento…» Assim, a regra aplica-se quando são iguais (terminação do prefixo e início da 2.ª palavra) as vogais, ou as letras (vogal ou consoante)?
O imperativo (discurso direto) e o(s) correspondente(s) no indireto
De acordo com inúmeros autores de gramáticas de Português, na transformação do imperativo do discurso direto para o discurso indireto, tanto podemos usar o pretérito imperfeito do conjuntivo como o infinitivo, tal como no exemplo seguinte: O pai pediu-lhe: «Fica no teu quarto e faz os TPC.» «O pai pediu-lhe que ficasse no seu quarto e fizesse os TPC.»ou «O pai pediu-lhe para ficar no seu quarto e fazer os TPC.» Não será este último exemplo mais característico da linguagem falada e por isso preferível o primeiro, no registo escrito?
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