O nosso idioma O poder da vírgula (2) «Não mudo nem uma vírgula», isto é, «reitero o que disse sem condescender numa alteração mínima que seja». Cá está outro sinal de que vírgula é frequentemente subestimada. Veja-se este fragmento de uma notícia, sobre mais um caso revoltante de agressões brutais a crianças: «A mãe do menino, com dois anos de idade, foi igualmente punida (…)» (Público, 3/07/08). (...) Ana Martins · 28 de julho de 2008 · 7K
O nosso idioma O poder da vírgula (1) Do Brasil, onde o asseio no uso da língua é discutido vivamente na imprensa, chegam-nos colectâneas de artigos sobre questões de gramática e norma. Em Mal Comportadas Línguas, de Sírio Possenti (Criar Edições, Curitiba, 2000), o autor revela o excesso de zelo na correcção de um cartaz político: o texto do cartaz não tinha pontuação e a revista Veja chamou o (célebre) professor Pasquale para o pontuar, assim: CHEGA DE BATE-BOCA! CHEGA DE INSEGURANÇA! GOVERNADOR COVAS, VAMOS SALVAR SÃO PAULO! Ana Martins · 28 de julho de 2008 · 7K
Antologia // Portugal Para que serve a Língua Portuguesa «Tinham sido dias complicados, febres descontroladas e sem razão aparente, ora muito altas, ora muito baixas, e o braço a inchar, e a doer horrivelmente, assim como se a carne fosse rebentar da pele – mas eu odeio hospitais, e fui tentando tudo (incluindo aquelas mezinhas que a gente já sabe que não resolvem rigorosamente nada mas que dão um grande consolo à alma – e se a alma precisava de ser consolada, meu Deus!) para ver se a coisa se resolvia a nível caseiro.» Texto da escritora Alice Vieira publicado no Jornal de Notícias de 22 de Junho de 2008 Alice Vieira · 28 de julho de 2008 · 3K
Lusofonias O elefante e a pulga «É precisamente devido à enormidade do peso demográfico no Brasil que o português tem dimensão mundial», escreve a jornalista São José Almeida, no diário português “Público” do dia 26 de Julho de 2008, a propósito da aprovação de uma estratégia de reconhecimento e promoção da língua portuguesa pelo Governo de José Sóc... São José Almeida · 28 de julho de 2008 · 3K
Acordo Ortográfico // Controvérsias Não! No "Diário de Notícias" de 23 de Julho de 2008, Vasco Graça Moura discorre sobre a promulgação do Acordo Ortográfico pelo Presidente da República portugês e apela ao protesto generalizado. É possível que o Presidente da República não tivesse outro remédio formal que não fosse o de ratificar o segundo protocolo modificativo do Acordo Ortográfico. Vasco Graça Moura · 23 de julho de 2008 · 3K
Acordo Ortográfico // Controvérsias Nem se vai dar por isso Rui Tavares volta a pronunciar-se a favor do Acordo Ortográfico, já ratificado em Portugal, e, posteriormente, promulgado pelo presidente Aníbal Cavaco Silva. Neste artigo, saído no "Público" do dia 23 de Julho de 2008, o autor dicorda de dois tipos de profecias anti-Acordo:«que ninguém lhe obedecerá ou que a sua aplicação será uma calamidade.» 23 de julho de 2008 · 3K
Acordo Ortográfico // Notícias Cavaco Silva promulga Acordo Ortográfico 21 de Julho: o presidente da República português, Aníbal Cavaco Silva, promulgou o Acordo Ortográfico. O segundo protocolo tinha sido aprovado no na Assembleia da República a 16 de Maio. Até à presente data, o Acordo Ortográfico encontra-se ratificado por Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Ler mais: 22 de julho de 2008 · 5K
Controvérsias // Dezenas de milhar/milhares A razão de Rodrigo Sá Nogueira na querela «dezenas de milhares» "vs." «dezenas de milhar» Contributo do nosso consultor D´Silvas Filho na controvérsia – antiga – sobre a pluralização, ou não, do numeral milhar, pondo em destaque o que indica Rodrigo de Sá Nogueira, no seu Dicionário de Erros e Problemas da Linguagem (Livraria Clássica Editora, Lisboa, 1974): «dezenas de milhares» e não *«dezenas de milhar». Sobre esta querela, cf. outras perspetivas assinaladas nos Textos Relacionado. D´Silvas Filho · 18 de julho de 2008 · 6K
Lusofonias Festival de Poesia de Berlim A hora e a vez da Língua Portuguesa Literaturwerksttat e Lyrikline, Akademie der Kunte, Ministério da Cultura português e Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, Fundação Calouste Gulbenkian, Instituto Camões, patrocínios de empresas alemãs, poetas portugueses, brasileiros, angolanos, guineenses, são-tomenses, cabo-verdianos, moçambicanos e alemães, as línguas de Camões e de Goethe "trocando de rosa", como magnificamente escreveu Eugénio de Andrade sobre o acto de traduzir, tudo se conjugou para a hora e a vez da língua port... Luís Carlos Patraquim · 18 de julho de 2008 · 3K
Pelourinho O lugar do pronome «…os documentos que encontram-se em anexo a esta acta» «Alguém pode-se lembrar…» «Junto enviamos-lhe o seu cartão…» «Nada mais exprime-se…» Começa a ser cada vez mais comum ouvir construções deste tipo, quer na oralidade quer na escrita. Os exemplos não acabam. Maria João Matos · 18 de julho de 2008 · 4K