DÚVIDAS

Sobre o sujeito da gerundiva
Faço mestrado em Lisboa, e estou tendo dificuldades com a nossa língua, em relação com a posição do sujeito na frase. Já que falamos português mas com algumas diferenças, gostaria de saber como o sujeito da gerundiva periférica pode ser um DP1 ou um pronome com caso nominativo. Em português europeu standard, o sujeito da gerundiva ocorre obrigatoriamente em posição pós-verbal, excepto quando a gerundiva é introduzida por em. Quais as diferenças nas gerundivas do português europeu e do português do Brasil? 1 N. R.: Termo usado em certas teorias da gramática generativa. Um DP (determiner phrase) é constituído por um núcleo, que é um determinante, combinado com um nome (ver David Crystal, Dictionary of Linguistics and Phonetics, Oxford, Blackwell Publishers, 1997).
Os plurais de imperador e príncipe
É correto utilizar o plural de um título nobiliárquico masculino para se referir a pessoas de ambos os géneros que detenham o mesmo título? E se não, há alguma forma de assim o fazer sem ter de repetir o título em sua versão feminina? Por exemplo, «Imperadores Constantino e Helena» (em vez de Imperador e Imperatriz), «Príncipes Luiz, Fernando e Maria» (em vez de Príncipes e Princesa).
Ainda «Meu nome inicia-se com P»
Volto à frase «Meu nome inicia-se com P» para fazer um breve comentário. O verbo iniciar-se, com o sentido de «ter início», só é empregado na terceira pessoa (singular ou plural). Os contra-exemplos apresentados pela Professora trazem esse verbo em acepção diferente. Se o se causa problema gramatical, considerado como pronome apassivador, a situação não é menos desconfortável quando é considerado pronome reflexo. Parece-me que a melhor identificação do se é como parte integrante do verbo. Foi essa a análise que obtive da Academia Brasileira de Letras. Cordialmente,
O verbo expressar, os seus derivados e o nome célula
Em bioquímica, é muito comum a expressão em inglês «Y expressing cells» (sendo Y um exemplo), que em português é traduzida para «células que expressam Y». Esta tradução é muito limitada, pois transmite a ideia de uma condição transitória e não de uma característica das células. Por exemplo, no tempo passado teríamos de usar «as células que expressavam Y foram lavadas com…», dando ideia que era uma consequência do teste. Por outro lado, «células expressando …» também não soa natural. O mais fácil seria usar «células expressoras», estando o termo expressor em dicionários brasileiros. Porque não podemos adotar o mesmo termo? Obrigada.
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