DÚVIDAS

Coesão lexical e correferência não anafórica
Pergunta bastante simples. Nos nomes «Padre António Vieira» na linha 2 e «jesuíta» na linha 5, temos presente coesão lexical ou coesão gramatical referencial, ou correferência não anafórica? «Mais do que um livro de pregação, que o próprio não quis fazer, os Sermões do padre António Vieira estão cheios de referências biográficas. A inveja e a ingratidão da pátria, a defesa dos índios e dos judeus, a missionação e a diplomacia exercidas pelo jesuíta do século XVII estão presentes ao longo desta obra, que a partir de hoje terá uma nova edição crítica a Sermão de Santo António aos Peixes, Sermão do Bom Ladrão, Sermão da Sexagésima.»
Definitivamente kelvin
Sem a intenção de criar polémica, ou mesmo de ser algoz do tão renomado dicionário Aurélio, mas com o desejo real de contribuir, volto a reiterar-lhe que a unidade de temperatura do SI ("Système Internationale d'Unités" elaborado na Conferência Geral de pesos e medidas de 1960) chama-se kelvin (em letras minúsculas, e não graus kelvin) e o seu símbolo é o K (maiúsculo) sem a «bolinha» de grau lhe antecedendo. Tal informação pode ser conferida no endereço "internet" da "Ohio Education Computer Network" ou em qualquer livro de termodinâmica recente. Transcrevo abaixo a minha tradução livre e não autorizada do texto da OECN: Temperatura: kelvin A unidade SI de temperatura termodinâmica igual à fração 1/273,16 da temperatura termodinâmica do ponto triplo da água. A magnitude do kelvin é igual àquela do grau celsius (centigrado), mas a temperatura expressa em graus celsius é numericamente igual à temperatura em kelvins menos 273,15. O nome antigo -grau kelvin- (símbolo ºK) tornou-se obsoleto por acordo internacional em 1967.
Sobre um vocativo em soneto de Camões
Deparei-me recentemente com um soneto camoniano, cuja análise sintáctica me suscitou algumas dúvidas, designadamente o seguinte contexto: «Lembranças que lembrais meu bem passado para que sinta mais o mal presente, deixai-me (se quereis) viver contente não me deixeis morrer em tal estado.» Gostaria de saber qual a função sintáctica de «lembranças» (v.1). Julgo ser um vocativo, todavia a ausência de vírgula gera algumas dúvidas. A oração principal será «lembranças ... deixai-me viver contente». Pelo meio ficam a relativa e a final. O sujeito da principal só poderá ser um «vós» subentendido, nunca «lembranças», que assim apenas poderá ser um vocativo. Estarei correcta? Grata.
Margens de outra maneira...
Não faço perguntas (muito menos, íntimas) a cibernautas. E muito estranho que o JCB que conheci (e que gostosamente continuo a ler todos os sábados) se tenha agora convertido, cibernauticamente, ao discurso do constrangimento ("sem margens, desaparece"). Ocorre-me glosar o velho Brecht: violentas são as margens que nos comprimem (mesmo na Internet). Mas mando-lhe, por esta via sinuosa, um grande abraço!!!
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