DÚVIDAS

Topónimos estrangeiros no Brasil e em Portugal
Há, notadamente, diferenças na grafia dos nomes dos países e das cidades no Brasil e em Portugal, como Irã e Irão; Moscou e Moscovo, Liechtenstein e Listenstaine/Listenstaina. Gostaria de saber o verdadeiro porquê disso. Parece-me – mas não sei se estou certo disso – que as formas europeias são tentativas de um aportuguesamento maior, para talvez enfatizar o gênero do nome do país, e que as formas brasileiras são, limitadamente, tentativas de aproximar a grafia e a fonética da forma local. Estou certo disso? Qual o verdadeiro motivo dessas diferenças? Obrigado.
Haja vista...
Sendo português e residente no Brasil há muitos anos tenho usufruido momentos de grande prazer desta vossa criação. Sou dos que sofrem perante os maus tratos que tantos dão à nossa língua! A minha pergunta: «Haja visto, haja vistas...». A expressão, constantemente usada, soa muito mal em certas ocasiões. Afinal, devemos usá-la sob regência? Há necessidade de concordância?Tenho ouvido: Haja vista a ocorrência de... Haja visto que nem sempre... Haja visto o exemplo dado... Haja vistas para tais casos...
Casa-piano ou casapiano?
Pesquisando no vosso arquivo, encontrei como correcta a designação de casapiano para os alunos daquela instituição. Ora, isso parece-me incorrecto, pois sempre vi escrito que, para designar a nacionalidade, naturalidade ou outra procedência de alguém, se a origem é, por exemplo, um país com dois nomes, então deve utilizar-se hífen. Exemplificando: – cabo-verdiano e não caboverdiano (pelo menos até entrar em vigor o novo Acordo Ortográfico); – serra-leonês e não serraleonês; – nova-iorquino e não novaiorquino; – vila-novense e não vilanovense; – são-tomense e não sãotomense; – porto-santense e não portosantense, como erradamente existe para designar um clube de futebol – quando muito portossantense; – estado-unidense e não estadounidense; – norte-americano e não norteamericano; – sul-africano e não sulafricano; – porto-riquenho e não portorriquenho; – sul/norte-coreano e não sul/nortecoreano; – vila-franquense e não vilafranquense. E muitos outros exemplos poderia referir, bastando consultar um prontuário. Aliás, o Prontuário Ortográfico de M. Bergström e Neves Reis, 38.ª edição, nas páginas 83 e 84, refere que o hífen é obrigatório nestes casos. As únicas excepções que conheço dão-se quando o primeiro elemento do composto vem reduzido - noviorquino e neozelandês. Será que casapiano é mais uma excepção à regra?
Português para estrangeiros
Gostaria de solicitar a Vossa orientação para a seguinte situação: Qual o método mais adequado para ensinar o português a um cidadão italiano, considerando que no local onde vive não existe qualquer entidade na qual possa estudar o português (Cuneo - Piemonte - Itália) e tendo como únicos instrumentos de trabalho alguns livros, a Internet, o telefone e a minha "boa vontade"? Existirá algum "site" no qual nos possamos apoiar para o efeito? Agradeço desde já a Vossa atenção e permito-me aproveitar a ocasião para louvar esta Vossa iniciativa. Cordiais saudações.
Altruísmo
Meus amigos teimam que a palavra "altruísmo" foi inventada por Auguste Comte. Sempre digo que não há invenção quando, como no caso, uma palavra é formada por outras já existentes. Alter (outro) + isme (dedicação) = altruísmo. Estou certa? Se Auguste Comte usou, divulgou ou juntou duas a partir de outras duas (ego + isme), então não criou, certo? Já escrevi para uma dezena de sítios procurando resposta. Ninguém sequer respondeu. Ninguém sabe? Poderiam me ajudar a tirar essa dúvida? Obrigada!
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