DÚVIDAS

Altruísmo
Meus amigos teimam que a palavra "altruísmo" foi inventada por Auguste Comte. Sempre digo que não há invenção quando, como no caso, uma palavra é formada por outras já existentes. Alter (outro) + isme (dedicação) = altruísmo. Estou certa? Se Auguste Comte usou, divulgou ou juntou duas a partir de outras duas (ego + isme), então não criou, certo? Já escrevi para uma dezena de sítios procurando resposta. Ninguém sequer respondeu. Ninguém sabe? Poderiam me ajudar a tirar essa dúvida? Obrigada!
Estanquidade, obsolescência, consultoria
e respetivas variantes
Há algum tempo, vi um esclarecimento da Faculdade de Letras de Lisboa para a Normalização Portuguesa sobre a ortografia correta das palavras estanquidade/estanquicidade, obsolência/obsolescência e consultoria/consultadoria. E a resposta foi: quando há duas ortografias possível para a mesma palavra, e não há dúvida sobre o seu significado, opta-se pela mais económica. Repito: este parecer tem algum tempo. Há alguns dias, um amigo maltratou-me porque eu escrevi obsolência em vez de obsolescência, dizendo que tal palavra não existia. Tenho um dicionário de sinónimos da Porto Editora, onde a palavra vem registada. Se se for à internet, também se encontra obsolência… Ficava muito agradecido se me pudessem esclarecer.
As orações coordenadas e subordinadas existentes numa frase
Gostaria que me esclarecessem sobre quais as orações coordenadas e subordinadas existentes nesta frase e quais as relações hierárquicas que se estabelecem entre elas. «Todos os dias os jornais referem que os massacres e as perseguições não param e há muitos timorenses que procuram segurança no exílio, pois não suportam a pressão das autoridades indonésias.» Grata pela ajuda.
Língua portuguesa, língua-chave?
Já há algum tempo venho ouvindo especialistas afirmarem por diversos meios que a língua portuguesa é a que dentro das românicas permite uma maior compreensão das outras. Mais concretamente, de 90 por cento do Espanhol/Castelhano, 50 por cento do Italiano e 30 por cento do Francês (...). Defendem que, por esta razão, quando o mundo descobrir este facto, a língua de Camões converter-se-á numa das mais faladas do planeta. Gostaria de saber se isto é verdade ou não. E, no caso de resposta afirmativa, se não poderia ser aproveitado este facto como forma de atrair pessoas para a aprendizagem da nossa língua por exemplo em países do Oriente e outros? Esta iniciativa poderia ser encaminhada para os que já dominam a língua inglesa e que, complementarmente, poderiam aprender a língua portuguesa como representante do grande grupo das línguas românicas sem ter de se preocupar com as outras. Muito obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa