DÚVIDAS

«... às dos ouvintes de música»
Eu estava aqui escrevendo para uma amiga, quando me peguei escrevendo isso aqui: "Essas coisas todas respondem mais às perguntas dos músicos do que as dos ouvintes de música." Não sei se deu para reparar, mas o primeiro "às" veio craseado, e o segundo não – o que ficou meio esquisito. Só que eu achei que ficaria ainda mais esquisito, se eu botasse uma crase, já que nenhuma palavra segue – foi meio que uma elipse, não é mesmo? E também, seguindo uma lógica mais estrita, eu deveria ter escrito só "a", sem o 's' – já que a expressão é "responder a alguma coisa". O que também ficaria mais esquisito ainda do que só o "as" sem crase mesmo. E então, qual seria a melhor maneira de escrever essa frase, sem ter que repetir a palavra "perguntas"? Muitíssimo obrigado, vocês são o ‘site’ mais bem bolado da internet.
Aposto e oração relativa explicativa
«A novidade, ainda em fase de desenvolvimento e liberada em forma de preview para um pequeno grupo de usuários do programa Insider, vai permitir a configuração de perfis.» O trecho entre vírgulas é uma oração subordinada adjetiva explicativa ou um aposto? Se esse trecho fosse introduzido por um pronome relativo («a qual ainda está em fase de desenvolvimento e liberada em forma de preview para um pequeno grupo de usuários do programa Insider», por exemplo), haveria alguma mudança de sentido ou na análise sintática?
O significado de surriada e de «homem de um trabalho»
Venho pedir o favor de me ajudar a resolver duas dúvidas. 1. O sentido da palavra surriada, na seguinte frase: «Todos sonhámos alguma vez salvar alguém de morrer nas águas, e eu, após ter esbracejado o melhor que sabia, tinha nos braços um boneco de plástico com uma careta de troça e o mecanismo interior duma surriada.» (J. Saramago, Manual de Pintura e Caligrafia) 2. O que quer dizer homem de um trabalho, na seguinte frase: «Mas eu não quis dar a volta ao Mundo, nem esta caligrafia seria capaz de levar-me tão longe, só projectei (homem de um trabalho) dar ao meu trabalho uma razão para continuar a ser.» (idem) Agradeço desde já a vossa atenção e ajuda.
Artigo décimo
Sou estudante do 2.º ano do Ensino Médio e trabalho com dois livros de Gramática, «Novas Palavras», de Emília Amaral, Mauro Ferreira... e «Curso Prático de Gramática», de Ernâni Terra. No primeiro livro citado, há uma observação quanto ao emprego do numeral em artigos de leis, decretos, portarias, etc, onde usam-se ordinais até nono e cardinais de dez em diante. (Ex: Artigo X - dez). O mesmo não acontece com o livro do Ernani Terra. Qual está certo?
O topónimo Quénia
Em português, os topônimos terminados com o sufixo -ia, sobretudo os que designam países, são do gênero feminino. Exs.: Bulgária, Romênia, Pérsia, Jordânia, etc. Então, pela lógica, Quênia, nome de um país africano, também deveria ser do gênero feminino, mas não o é, já que se diz «o Quênia». Pelo menos no Brasil, esse topônimo é do gênero masculino. Em face de tudo isso, e estando em dúvida, resolvi recorrer à sapiência profundíssima e inesgotabilíssima do nosso querido Ciberdúvidas, pedindo-lhe o veredito seguro e correto sobre esta questão ventilada acima. Muito obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa