na frase «adaptam-se a essas alterações»
Os complementos do verbo adaptar-se
na frase «adaptam-se a essas alterações»
na frase «adaptam-se a essas alterações»
Na frase «algumas pessoas adaptam-se a essas alterações inevitáveis», o segmento «a essas alterações inevitáveis» é um complemento indireto ou oblíquo?
Gostaria que me esclarecessem esta dúvida.
Obrigada.
Em Carregal do Sal
Li há dias um título de jornal que dizia mais ou menos isto: «Comboio e máquina chocaram em Carregal do Sal.» A preposição está bem aplicada? A escolha de no ou em Carregal é meramente facultativa ou obedece a regras? Em Lisboa fica bem. Mas em Porto? Em Carregal? Em Barreiro? Em Amadora? Etc....
A palavra desempancar
Não será a palavra desempancar legítima? Não a encontrei em nenhum dicionário, mas parece-me clara e bem construída.
A dificuldade/uma coisa horrível
A pergunta é:
Como se explica que nesta frase: "Aí reside a dificuldade", o sujeito seja "dificuldade"?
Como nesta outra frase: "Aconteceu-me uma coisa horrível", o sujeito também seja "coisa horrível"?
Sou trabalhador-estudante de Ciências da Comunicação e tenho somente quatro cadeiras em atraso para finalizar a licenciatura, entre as quais Gramática. A minha profissão, por ironia, é redactor publicitário e criativo numa pequena agência de Publicidade de Lisboa, de onde vos faço estas perguntas.
Muito obrigado.
Enamorar-se: norma e evolução de uso
Venho parabentear-vos por este vosso esforço em prol da língua portuguesa e, ao mesmo tempo, questionar-vos sobre uma particularidade da regência de enamorar.
Na pergunta «A regência de enamorar-se», [...] vós respondestes que «A regência correcta de enamorar-se é com a preposição de.» No entanto, pesquisei na Internet e encontrei vários sítios que regem enamorar-se com a preposição por, tal como a regência de apaixonar-se. Serão erros desses mesmos sítios ou a regência de enamorar-se está a mudar e está a começar a aceitar essas duas possibilidades? Pergunto isto porque tive um professor de linguística na faculdade que me dizia que o idioma não é feito pelas convenções, mas sim pelos falantes do mesmo.
Desde já, muito obrigado pelo vosso auxílio.
O plural de jóquer
Gostaria de saber se a palavra jóquer é flexionável em número e, caso seja, qual a forma correta de pronunciar esse plural.
Muito agradeço a atenção e a disponibilidade.
Croato-brasileira
Na Croácia foi, recentemente, inaugurada a Associação Croata-Brasileira. Sempre tinha achado este nome um pouco esquisito. Pois, a mim, soa-me melhor dizer a Associação Brasileiro-Croata.Na sua resposta a uma consulente o senhor F. V. P. da Fonseca escreveu:Rebelo Gonçalves, no seu Vocabulário da Língua Portuguesa (1966), regista belgo-holandês e belgo-luxemburguês, e manda comparar com afro-português. Tais termos com o elemento belga- não aparecem nesta obra ímpar.A minha pergunta é a seguinte:Deve-se dizer Associação Croata-Brasileira ou Associação Croato-Brasileira?Porque é que em português se diz: belga, contra, croata enquanto em italiano encontramos: belga, contro, croato?Obrigado.
A vírgula em «não faça isso, não»
No livro 1000 erros de português da atualidade, o autor, o famoso gramático Luiz Sacconi, no item 854, intitulado "não faça isso, não", escreveu:
«Usa-se sempre vírgula antes do não, como nessa frase [não faça isso, não]. Outro exemplo: Eu nunca diria uma coisa dessas, não. *** Não vou lá, não.»
Gostaria de saber se a repetição do não ao fim da frase é realmente aceita pela gramática normativa; se sim, se ela precisa ser precedida imediatamente por vírgula, como diz o autor; se sim, por qual razão, em que obras esse uso aparece nos nossos melhores escritos e quais gramáticos, além do citado, abonam esse uso.
Além disso, a aceitação desse uso não estaria em conflito com o que ensinou o gramático Celso Cunha (2014, p. 442), no livro Gramática Essencial, ao escrever: «os [= os advérbios] de negação antecedem sempre o verbo: Não aparece vivalma. (V. DE CARVALHO) Não dormi, tampouco estive acordado. (DA COSTA E SILVA)»?
Obrigado.
David
Qual a origem do nome David?
O a aberto de camião
Por que razão [no português de Portugal] camião se lê [kamiˈɐ̃w̃]? Em que, em ca, se diz [ka] (à) – á aberto – e em ladrão se lê [ɐ] (â) – á fechado –, sendo as duas palavras, ladrão e camião palavras agudas? Das duas palavras referidas, apenas ladrão vai ao encontro da regra de que em sílabas átonas se lê [ɐ]. Assim, visto a sílaba tónica ser [dɾɐ̃w̃], a sílaba la, lê-se [lɐ], pois não é uma sílaba tónica. Então, por que razão não ocorre o mesmo na palavra camião em que pronunciamos [kamiˈɐ̃w̃]?
Obrigada.
