Contudo, portanto, entretanto: conjunções ou advérbios?
Ao consultar dicionários estrangeiros, notei algo que me tem deixado intrigado: diversas das palavras que costumamos chamar conjunções na gramática do português são denominadas advérbios em inglês, alemão e francês. Em inglês são encontradas às vezes como sentence adverbs ou conjunctive adverbs. Refiro-me a algumas conjunções coordenativas adversativas e conclusivas.
Por que seguimos chamando de conjunções palavras como portanto e entretanto? Temos alguma justificativa teórica para tanto ou é apenas tradição?
O que me leva a pensar o seguinte: quais seriam os critérios para classificar vocábulos semanticamente parecidos como conjunção e advérbio nessas outras línguas e não por aqui (ex.: but/conjunção x however/advérbio; mas, contudo/conjunção)? Apenas a mobilidade e a possibilidade de coocorrência (ainda que somente no registro informal)?
Desde já, agradeço.
O masculino de senhorita
Qual o masculino de senhorita?
Qual o aumentativo de corpo?
Nome comum/concreto
Qual a verdadeira diferença entre o conceito de nome comum e o conceito de nome concreto, a transmitir a um nível de 7º ano de escolaridade?
Fá-lo-ei, indubitavelmente, etc.
Chamo-me Paula Fiadeiro e sou leitora de Português.
Como todos os Portugueses, creio eu, sou, por vezes, confrontada com algumas dúvidas...
Sei que a forma correcta do futuro do indicativo do verbo fazer, quando sujeito a mesóclise, é "fá-lo-ei", "fá-lo-ás", etc. Mas queria saber se as formas "fazê-lo-ei", "fazê-lo-ás" também são possíveis. Pelo menos, creio que são usadas...talvez erradamente!
Por outro lado, gostava de saber se o advérbio derivado do adjectivo "duvidoso" é "duvidosamente" ou "dubitavelmente", uma vez que "sem dúvida" é "indubitavelmente".
Já agora, gostaria que me esclarecessem se o advérbio formado a partir de "selvagem" é "selvaticamente"; e se a forma "selvagemente" (!) existe, quer no português europeu, quer no português do Brasil.
Obrigada pela atenção
Se encontra
No "Diário de Notícias" de 1/5/98 surge a seguinte frase: "A encomenda de 38 unidades, parte das quais encontra-se em circulação, termina em Junho..." Dado que cada vez mais encontro, tanto no português falado como no escrito, esta forma de utilizar o "-se", pergunto: a frase acima está correcta?
Verbos terminados em -izar e -isar
«"Pesquisar" termina em "isar" . Assinale, nos itens abaixo, aquele com erro neste sentido.
a) paralizar, suavizar, improvisar.
b) catequizar, batizar, amortizar.
c) amenizar, alisar, deslizar.
d) sintonizar, catalisar, analisar.
e) sintetizar, agonizar, contemporizar.»
A resposta é "a", mas eu não entendi o porquê desta resposta. Por favor pode me explicar?
A origem e o significado do anglicismo derby
(dérbi em português)
(dérbi em português)
A palavra derby em minúscula significa chapéu (um determinado tipo de chapéu) e em maiúscula designa uma certa corrida de cavalos. Qual a razão pela qual se usa para o jogo de futebol Benfica-Sporting?
As formas verbais poderem e puderem
Até hoje tinha a certeza de que se utiliza a forma verbal «poderem» em casos como «Para elas poderem ir», e a forma verbal «puderem» em casos como «Se elas puderem ir», mas o contacto com a frase «Para elas puderem fugir» (que considero errada) deixou-me com dúvidas. Qual é a utilização correcta destas formas verbais?
A expressão «qual seja»
Vejo bastante oscilação no uso e nenhuma referência, nas gramáticas, quanto à análise da expressão «qual seja» em frases como:
«O sujeito tem um papel importante na frase, qual seja o de conjugar o verbo.»
Entendo essa expressão como uma oração adjetiva explicativa, por isso não uso vírgula após o «qual seja». Mas vejo que se usa bastante como uma intercalação («... papel importante, qual seja, o de conjugar...»). Como devo usar essa expressão, entre vírgulas, ou não? E qual a análise correta das orações da frase que ora apresento como exemplo?
Obrigado pela atenção.
Sua Excelência + Vossa Excelência
Gostava de solicitar a vossa opinião sobre a diferença entre Sua Excelência e Vossa Excelência. Deverá utilizar-se Sua Excelência (S. Ex.ª) quando se refere uma personalidade a alguém, tipo escrevi a Sua Excelência o Presidente da República e Vossa Excelência (V. Ex.ª) quando nos dirigimos à personalidade em causa? É assim ou a regra é diferente? E devo dizer: V. Ex.ª o Presidente da República ou sem artigo definido? Parece que em Portugal esta forma é cada vez menos usada, utilizando-se por exemplo a forma «Exmo. Sr.», mas mesmo assim era uma dúvida que gostava de esclarecer. Obrigada desde já.
