A grafia de Seul
Qual a razão para o topónimo Seul ser grafado com s, se a letra seguinte é um e. Não deveria ser "Ceul"?
Vírgula e complemento indireto
Tenho dúvidas quanto à necessidade de vírgula no seguinte trecho:
«Às palavras com significados iguais ou semelhantes, chamamos sinônimos.»
Ao ler «chamamos sinônimos», pergunto: "Ao que chamamos sinônimos?" e a resposta seria: «Às palavras com significados iguais ou semelhantes». Seguindo esse raciocínio, essa vírgula estaria separando um complemento e, consequentemente, estaria sendo usada de forma errada. Estou analisando corretamente? Ou não é isso?
Grata.
Dessacralizar
Como é que se deve escrever o composto do verbo sacralizar com o prefixo des-: des-sacralizar ou dessacralizar? Se em ressacralizar a ausência ou presença de hífen não afecta a fonia, o mesmo parece não poder dizer-se do primeiro caso. Obrigado.
Verbos transobjectivos e predicativo do objecto
Vejo, em alguns sítios de professores, exemplos de predicativo do objeto com os quais não concordo. Para haver predicativo do objeto, o verbo deve ser transobjetivo. Onde posso arrumar uma lista desses verbos?
Por exemplo, «Os policiais pediam calma absoluta»: «absoluta» foi caracterizado como predicativo do objeto direto, quando entendo que seja parte integrante do objeto direto, adjunto adnominal, visto não ser relacionado a esse pelo verbo.
Quando jovem, um professor me ensinou um macete, substituir o objeto por um pronome oblíquo e verifcar se resta a qualidade. Nessa frase, creio que seria «Os policiais pediam-na» e não «Os policiais pediam-na absoluta». Já na oração «Julguei a paz absoluta» («julguei» é transobjetivo) ficaria «Julguei-a absoluta». Estou correto, ou realmente absoluta é predicativo do objeto no primeiro exemplo?
Anos "sessentas", de novo...
"É evidente que não é correcto dizermos «anos sessentas», porque também ninguém diz «sessentas anos». Realmente, não se compreende tal maneira de dizer, tanto mais que sessenta já indica pluralidade. Do mesmo modo, diremos anos oitenta, etc.. Cf. Anos sessenta, outra vez e Anos sessenta, de novo. José Neves Henriques." Desculpe-me, mas gostaria de fazer uma observação a respeito de sua resposta acima. É o seguinte: Se temos sessenta e um, sessenta e dois, etc., não temos aí vários "sessentas"? Isso não explicaria, então, a forma "anos sessentas"? Números também vão para o plural, não vão? É o caso de prova dos noves... Grato por sua atenção e comentário.
Enocegado
Tenho usado com algum à vontade a palavra "enocegado" (de nó cego) e juro tê-la visto escrita algures. É a palavra reconhecida pelos dicionários e caso seja, será esta a grafia correcta?
O barroco literário
Em que consiste o barroquismo na Literatura Portuguesa?
Upcycling = «reutilização criativa»
Começa a surgir, cada vez mais, o verbo to upcycle (e os deverbais upcycling e upcycled) que, segundo o Cambridge Advanced Learner's Dictionary & Thesaurus (© Cambridge University Press), significa «to make new furniture, objects, etc. out of old or used things or waste material» (sendo principalmente este último traço, a reutilização de "resíduos/subprodutos" para algo artístico, aquilo que diferencia este conceito do de reciclar).
Este neologismo é traduzido, em espanhol, como suprarreciclar (e, respetivamente, suprarreciclaje e suprarreciclado).
Em português, também poderia ser adequada a tradução de to upcycle/upcycling/upcycled como “suprarreciclar”/“suprarreciclagem”/“suprarreciclado”, respetivamente?
Agradeço, desde já, a vossa resposta.
A grafia e a etimologia de aziago
Caros amigos, encontrei num livro antigo a palavra "asiago", com o sentido de «de mau agouro» (ex: «sexta feira é sempre um dia asiago»).
Não deverá ser "aziago"? Existe "asiago"?
Muito obrigada desde já.
Nomes próprios na TLEBS
Poderemos classificar os nomes próprios de contáveis/não contáveis, concretos/abstractos? Dou o exemplo de Maria, que é um nome próprio, humano animado, é também contável e concreto? Quando o nome amizade está no meio da frase com maiúscula, como o classificamos?
