DÚVIDAS

Modo indicativo: pretérito mais-que-perfeito vs. pretérito perfeito
Sei que o pretérito mais-que-perfeito figura na ação que ocorre antes de outra ação que é indicada pelo pretérito perfeito: «Eu comera o bolo quando ela chegou.» A primeira ação é a de comer o bolo, a segunda é a de ela chegar. Conheço também que podemos usar a forma do composto: «Eu tinha comido o bolo quando ela chegou.» Aquelas duas relações são muito claras para mim, mas há um terceiro caso sobre o qual estou em dúvida, não tenho certeza de como posso classificá-lo. «Eu comi o bolo quando ela chegou.» Ambas as formas verbais (comi, chegou) são as do pretérito perfeito. Mas não consigo indicar com certeza qual ocorreu primeiro. Seguindo o raciocínio das primeiras, parto do pressuposto de que seja «comi» a primeira ação e «chegou» a segunda. Esta é também uma dúvida que tenho, mas não a principal, que vem a seguir: O significado da primeira forma (comi) é o mesmo de comera, tinha comido? Isto é, há alguma equivalência de sentido, pelo menos neste caso, entre o pretérito perfeito e o pretérito mais-que-perfeito, de modo que eu pudesse substituir uma forma pela outra? Esta dúvida surge por causa da ideia de que a ação de comer ocorre antes da ação de chegar. Sugestões de outros artigos e referências são bem-vindas. Grato.
Idrol = «citrato de prata»?
Após aturadas pesquisas por diversos dicionários e enciclopédias, sem êxito, acabei por encontrar, finalmente, no dicionário da Texto Editores [Portugal], a palavra que eu buscava (convencido da sua existência): idrol s. m. = citrato de prata. Contudo fica-me uma dúvida, que é a seguinte: se não encontro em mais lado nenhum tal palavra, não poderá ser gralha? (sei que é difícil, mas pode acontecer). Daí recorrer ao Ciberdúvidas para completo esclarecimento, pelo qual antecipadamente agradeço.
«Assumirem a direcção da empresa para...»
Veja-se a seguinte frase: «Assumirem a direção da empresa para destruí-la foi o desejo inconfesso dos herdeiros». Como se analisa essa frase no que respeita à subordinação que ocorre entre as orações? Há uma oração principal, cujo predicado é «foi o desejo inconfesso dos herdeiros». A minha dúvida se prende a como se dá a subordinação das outras duas orações em relação à principal. «Assumirem a direção da empresa para destruí-la» são duas orações que, juntas, dão um sentido único: não é o simples fato de «assumirem a empresa» que «foi o desejo dos herdeiros», mas assumirem-na com o propósito de destruí-la. A meu ver, o período acima comporta-se em matéria de análise sintática diferentemente deste: "Assumirem a direção da empresa foi o desejo inconfesso dos herdeiros, para destruírem-na. Já, neste período, vemos claramente que uma oração funciona como sujeito e outra como adjunto adverbial, ambas subordinadas à principal. Gostaria, então, de saber como deve ser feita a análise do primeiro período. Obrigado.
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