Almeiriga
A palavra Almeiriga surge como nome de rua, de restaurante, em Matosinhos, creio que o local mais preciso será Perafita. Qual a sua origem?
Decorar: «memorizar» vs. «ornar»
Estava escrevendo um texto jurídico e precisei do substantivo cognato do verbo decorar (no sentido de «memorizar») e me deparei com decoração, que seria ali interpretado como «enfeitar» e poderia causar um grande mal-entendido, pois pareceria deboche.
Poderia explicar a etimologia desta palavra e como tomou sentidos tão diversos?
Sei que decorar («memorizar») vem do latim "de cor", por que acreditavam, à época, que o coração guardava as memórias, e que decorar («ornar») também vem do latim decorare, «pôr cor em algo».
Mas como essas duas palavras caminharam para se tornar uma só, se têm sentidos tão opostos? E decoração poderia ser usado como substantivo cognato de decorar («memorizar») ou é defectivo neste sentido?
Obrigado.
Lapalissada / acacianismo
Sua explicação sobre a palavra "lapalissada" fez-me pensar que temos, em bom português, um termo equivalente: "acacianismo", de "acaciano".
Pela definição, dada pelo Michaelis, percebo que até as origens históricas dos dois termos têm algo em comum.
Que pensa Ciberdúvidas?
Obrigado.
O adjetivo lignocelulósico
Como se deve escrever: "lenhocelulósico"? "Lignocelulósico"? "Lenho-celulósico"? "Ligno-celulósico"?
Terminologia musical
Onde posso encontrar terminologia portuguesa de musicologia? A minha língua é o Inglês, e estou a fazer traduções do Português para Inglês, de resumos de musicologia.
Obrigada.
"Superconsciente"
Estou a trabalhar numa tradução onde aparece a palavra francesa "superconscient". Existirá em português a palavra "superconsciente" ou "superconsciência"? Este termo aparece nesta sequência de termos: consciente – subconsciente – "superconsciente".
Desde já muito obrigada.
O uso e a origem de Algueirão (Sintra)
Gostaria de saber qual a forma correta: «no Algueirão» ou «em Algueirão»?
Análise sintáctica
Na frase do poema de Sebastião da Gama: «ficou-me,/ dos tempos de menino/ esta alegria ingénua/ perante as coisas novas», quais são as funções sintácticas? O sujeito é «esta alegria ingénua» ou essa expressão é o complemento directo. E o «me» é complemento indirecto? Enfim, gostava mesmo para analisar toda a frase…
Salgar, na aceção de «pôr sal na estrada, quando neva»
Aqui na Holanda, quando neva, como agora no Inverno, eles colocam sal sobre as ciclovias.
Julgava que o verbo salgar se poderia aplicar a este contexto, mas o [Dicionário] Priberam assim define este verbo:
«Temperar com sal (ex.: já temperei e salguei o peixe). ≠ DESSALAR, DESSALGAR Pôr demasiado sal (ex.: acho que salguei o arroz). ≠ DESSALAR, DESSALGAR Pôr sal sobre carnes cruas ou outros alimentos, para os conservar. = ENSALMOURAR, SALMOURAR [Antigo] Espalhar sal em terreno onde se cometeu crime de profanação, para que fique estéril. [Ocultismo] Fazer feitiço, espalhando sal à porta de alguém. Tornar mais intenso ou mais engraçado (ex.: ele gosta de salgar as conversas). [Informal] Fazer subir o preço ou o valor de algo (ex.: a seca vai salgar a conta da água; salgar os preços).»
Afinal, pode ou não pode o estado holandês salgar as ciclovias?
O valor de intensificação do artigo indefinido em frases exclamativas
Já vi muitas frases construídas com a expressão «é de um/uma», mas tenho dúvidas se é correto o seu uso.
Aqui mostro dois exemplos:
I – «O uso de meios ilícitos para obtenção de vantagens é de uma imoralidade imensa.»
II – «A falta de cuidados no tratamento às pessoas e aos animais doentes é de uma desumanidade sem tamanho.»
O uso da referida expressão encontra respaldo nos livros de língua portuguesa?
Grato.
