DÚVIDAS

Sobre o uso de onde
Não foram poucas as vezes em que tive de pesquisar quais as situações nas quais se usa a palavra onde, após me deparar inúmeras vezes com ela sendo usada, muitas vezes de forma claramente incorreta, como referência às mais diversas coisas, desde períodos de tempo a textos e equações, em contextos que exigem linguagem formal, como notícias, artigos e livros texto. Sempre cheguei à mesma resposta: a palavra onde deve ser usada unicamente como referência a lugares físicos. Minha pergunta é: existe algum contexto dentro da linguagem formal em que seja permitido o uso da palavra como referência a algo que não seja um lugar, alguma nuance que o permita ou algum erro na resposta que encontrei inúmeras vezes? Acho difícil acreditar que a palavra seja tão amplamente utilizada de forma incorreta em contextos formais, e é mais provável que seja eu quem está errado, mas não encontro nenhum material que indique isso. Obrigado.
A aspiração do f em castelhano
Hoje é uma questão de linguística, e não de português; estará no âmbito de Ciberdúvidas? Desde já grato por qualquer resposta. Há anos que me surge este problema: Porque palavras em castelhano iniciadas por H têm, em português, a correspondente iniciada por F? V. g. “Hidalgo” – Fidalgo “Huelga” – Folga “Humo” – Fumo “Ahorro” – Aforro “Hacer” – Fazer etc., etc.
Variantes do imperativo dormi e fazei
É mais ou menos comum ouvir [em certas regiões de Portugal] a expressão "Durmide (dormide) bem", ou "Fazeide boa viagem", ao expressar esse desejo a duas ou mais pessoas. Estas expressões parecem "descender" de «vós dormis» e «vós fazeis», ou melhor, se eliminássemos a terminação de teríamos dormi e fazei. Qual é a forma correta? Usar simplesmente durmam e façam? E que tempo verbal é este, por favor? Seria o imperativo? Muito obrigado.
Colocação pronominal com «antes de» e «depois de»
Gostaria de saber se as expressões «antes de» e «depois de» são proclitores vinculativos ou opcionais. Prende-se esta questão com o facto de ter alguns documentos de trabalho (do tempo da faculdade) que apontam para que haja opção, conforme o estilo. As frases que tenho nesse documento são: «Antes de casarem-se, visitaram Vigo. Depois de casarem-se, foram a Roma.» A par de: «Antes de se casarem, visitaram Vigo. Depois de se casarem, foram a Roma.» O texto resultava de uma investigação da professora de Sintaxe e Semântica do Português, mas, de facto, cada vez mais surgem alunos a usar a ênclise nestas situações. Será gramatical a ênclise depois dessas locuções temporais? Agradeço esse esclarecimento.
A formação do verbo desunhar
Face a divergentes opiniões, e após ter consultado o Dicionário de Língua Portuguesa da Academia, gostaria que me elucidassem sobre o processo de formação da palavra desunhar, que, segundo aprendi, é prefixo des + unha + sufixo ar, tal como está no referido dicionário. Será, então, uma palavra derivada por prefixação e por sufixação, ou tem outra classificação? Agradeço antecipadamente a vossa disponibilidade e as vossa lições.
Concordância verbal com «cidade após cidade»
Gostaria de saber se, em frases como as a seguir exemplificadas, o verbo deve ser conjugado no plural ou no singular: À medida que cidade após cidade iam caindo... / À medida que cidade após cidade ia caindo... Geração após geração de professores acreditavam que... / Geração após geração de professores acreditava que... Estudo após estudo demonstrou que... / Estudo após estudo demonstraram que... Vieram geração após geração de... / Veio geração após geração de... Obrigado.
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