Valor aspetual genérico: «a leitura é um hábito»
Venho pedir a vossa ajuda acerca de uma dúvida relacionada com o valor aspetual.
A frase «A leitura de romances é um hábito» apresenta um valor aspetual genérico ou habitual?
Muito obrigada pelo vosso esclarecimento.
Sobre o uso de onde
Não foram poucas as vezes em que tive de pesquisar quais as situações nas quais se usa a palavra onde, após me deparar inúmeras vezes com ela sendo usada, muitas vezes de forma claramente incorreta, como referência às mais diversas coisas, desde períodos de tempo a textos e equações, em contextos que exigem linguagem formal, como notícias, artigos e livros texto.
Sempre cheguei à mesma resposta: a palavra onde deve ser usada unicamente como referência a lugares físicos.
Minha pergunta é: existe algum contexto dentro da linguagem formal em que seja permitido o uso da palavra como referência a algo que não seja um lugar, alguma nuance que o permita ou algum erro na resposta que encontrei inúmeras vezes?
Acho difícil acreditar que a palavra seja tão amplamente utilizada de forma incorreta em contextos formais, e é mais provável que seja eu quem está errado, mas não encontro nenhum material que indique isso.
Obrigado.
Dieta Mediterrânica
O prezado dr. Neves Henriques tem a certeza de que não se deve dizer «dieta mediterrânica?» É que esta expressão designa, exactamente, o tipo de alimentação que se faz nos países mediterrânicos.
A aspiração do f em castelhano
Hoje é uma questão de linguística, e não de português; estará no âmbito de Ciberdúvidas? Desde já grato por qualquer resposta. Há anos que me surge este problema: Porque palavras em castelhano iniciadas por H têm, em português, a correspondente iniciada por F? V. g. “Hidalgo” – Fidalgo “Huelga” – Folga “Humo” – Fumo “Ahorro” – Aforro “Hacer” – Fazer etc., etc.
Folheável
"Folheável" não existe? Exemplo: «O codex veio substituir o volumen, em forma de rolo. Era um objeto já "folheável"...»
Obrigada.
Variantes do imperativo dormi e fazei
É mais ou menos comum ouvir [em certas regiões de Portugal] a expressão "Durmide (dormide) bem", ou "Fazeide boa viagem", ao expressar esse desejo a duas ou mais pessoas.
Estas expressões parecem "descender" de «vós dormis» e «vós fazeis», ou melhor, se eliminássemos a terminação de teríamos dormi e fazei.
Qual é a forma correta? Usar simplesmente durmam e façam? E que tempo verbal é este, por favor? Seria o imperativo?
Muito obrigado.
A sintaxe de «cansada de o ouvir»
A dúvida que gostaria de colocar prende-se com a frase «Ele falou tanto, que fiquei cansada de o ouvir». Atendendo à sua análise sintáctica, «de o ouvir» desempenha uma função sintáctica individual, ou funciona em conjunto com «cansada», que, neste caso, é o nome predicativo do sujeito?
Muito obrigada pela atenção.
Colocação pronominal com «antes de» e «depois de»
Gostaria de saber se as expressões «antes de» e «depois de» são proclitores vinculativos ou opcionais.
Prende-se esta questão com o facto de ter alguns documentos de trabalho (do tempo da faculdade) que apontam para que haja opção, conforme o estilo. As frases que tenho nesse documento são:
«Antes de casarem-se, visitaram Vigo. Depois de casarem-se, foram a Roma.»
A par de:
«Antes de se casarem, visitaram Vigo. Depois de se casarem, foram a Roma.»
O texto resultava de uma investigação da professora de Sintaxe e Semântica do Português, mas, de facto, cada vez mais surgem alunos a usar a ênclise nestas situações.
Será gramatical a ênclise depois dessas locuções temporais?
Agradeço esse esclarecimento.
A formação do verbo desunhar
Face a divergentes opiniões, e após ter consultado o Dicionário de Língua Portuguesa da Academia, gostaria que me elucidassem sobre o processo de formação da palavra desunhar, que, segundo aprendi, é prefixo des + unha + sufixo ar, tal como está no referido dicionário.
Será, então, uma palavra derivada por prefixação e por sufixação, ou tem outra classificação?
Agradeço antecipadamente a vossa disponibilidade e as vossa lições.
Concordância verbal com «cidade após cidade»
Gostaria de saber se, em frases como as a seguir exemplificadas, o verbo deve ser conjugado no plural ou no singular:
À medida que cidade após cidade iam caindo... / À medida que cidade após cidade ia caindo...
Geração após geração de professores acreditavam que... / Geração após geração de professores acreditava que...
Estudo após estudo demonstrou que... / Estudo após estudo demonstraram que...
Vieram geração após geração de... / Veio geração após geração de...
Obrigado.
