DÚVIDAS

A pronúncia da palavra credor
Num deste dias, numa acção de formação, ouvi repetidamente pronunciar a palavra "credor" com o "e" fechado e não com o "e" aberto, como costumamos ouvir, inclusive na comunicação social. Desta forma, solicitava que me informassem qual a forma correcta para a pronunciação desta palavra, com o "e" aberto ou fechado, tendo em conta que, na palavra crédito, o "e" é aberto dado ser uma palavra esdrúxula e em "creditar" o "e" é fechado. Os meus agradecimentos.
Ordenação de tempos verbais numa frase
A minha questão diz respeito a esta frase encontrada na página 291, linhas 5 e 6, da tradução portuguesa da obra Dracul, de Dacre Stoker e J.D. Barker, publicada pela TopSeller: «Até há instantes, eu tremia furiosamente, mas conseguira, por fim, acalmar.» Na frase transcrita, o uso do verbo no pretérito-mais-que-perfeito (conseguira) estará correcto? Não deveria o verbo tremer ter sido conjugado no pretérito-mais-que-perfeito, e o verbo conseguir no pretérito perfeito, uma vez que aquela ação precede temporalmente esta última? Obrigado, desde já, pela atenção.
Pronomes átonos: «Passeiam... a te buscar-te a ti» (Vinicius de Morais)
Assim é a primeira estrofe do poema "O Mergulhador", do poeta brasileiro Vinicius de Moraes: «Como, dentro do mar, libérrimos, os polvosNo líquido luar tateiam a coisa a virAssim, dentro do ar, meus lentos dedos loucosPasseiam no teu corpo a te buscar-te a ti.» Para além do efeito poético que a prodigalidade dos pronomes oblíquos proporciona, que relações gramaticais poderiam ser identificadas nesse emaranhado deles? Já me deparei com pronomes oblíquos tônicos sucedidos por átonos, mas sempre atribuí a um pleonasmo são. Em tais casos, porém, não me oriento bem.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa