Uma oração com a função de complemento do nome
Em «a nobreza e pessoas de fortuna utilizavam adereços e substâncias aromáticas como forma de mascarar as suas imperfeições e criar uma imagem de sublimidade, beleza e até de semelhança a(os) deus(es).», a oração introduzida por «como» é subordinada adverbial comparativa ou final? Porquê?
Agradecido pelo ímpar apoio.
Advérbio de negação: o regionalismo "num"
Sou minhoto. Acontece que, normalmente, no registo oral, pronuncio não como "num".
Por vezes, dou comigo a dizer: "Num sei", "Num vi", "Num me disseram nada", entre outros casos.
Gostaria de saber mais sobre esta diferença entre as duas maneiras de dizer. No entanto, não encontrei "num" no dicionário nem nenhum artigo na Internet que tocasse, precisamente, o que vos descrevo.
Está registada? É aceitável ou "mau português"? Foi já abordada por algum entendido na matéria? Há outras variações noutras zonas do país?
Aguardo, se possível, uma resposta complexa e pormenorizada que satisfaça esta curiosidade.
Obrigado.
A frase «não sei que te diga»
Tenho um bom domínio do português europeu mas deparei-me com uma construção numa frase que à primeira vista me pôs confuso: «não sei que te diga».
Pensava que se dizia «não sei que te dizer».
Qual das duas frases está correta? E que explicação se pode dar a isto?
Ato ilocutório: «não sei fazer isso»
[Qual é] [o] conteúdo proposicional do tipo de ato ilocucional envolvido na enunciação: «Eu não sei fazer essa conta.» (Contexto: aluno de Letras diz ao economista em uma conversa sobre investimentos).
«Medicamento efe(c)tivamente eficaz»
«Eficácia de medicamentos» é uma expressão muito usada na linguagem médica e farmacêutica. Creio não haver dúvidas sobre o seu significado. Todavia, tenho visto repetidamente o uso de expressões como «medicamento efetivo», «terapêutica efetiva», ou «efetividade de medicamentos» em artigos científicos, congressos e aulas de mestrados.
As traduções desatentas do inglês, de effective para efetivo (em vez de eficaz), effectivity para efetividade (em vez de eficácia) são atrozes, sobretudo quando produzidas e espalhadas por professores universitários ou médicos, com responsabilidade na formação de profissionais de saúde.
Gostaria de esclarecer se esta falta de exactidão já entrou no nosso vocabulário, ou se deverei eu tomar algum anti-histamínico eficaz para, efetivamente, me tirar a alergia de cada vez que eu me deparo com esta situação.
Geronto e idoso
É possível utilizar a palavra geronto como substantivo significando «idoso», dado que o prefixo geronto- é aceite como elemento de formação de palavras referentes à velhice?
Obrigado!
O significado de teodidata
Qual seria a definição correta de teodidata?
Adjectivo que significa «relativo a telhas»
Qual a locução adjetiva de «indústria de telhas»?
A preposição de nos nomes comerciais (e outros)
Antes de colocar a minha dúvida, gostaria de elogiar toda a equipa do Ciberdúvidas pelo excelente trabalho!
Gostaria que me elucidassem quanto à regência da preposição "de" uma vez que me disseram que não é correto empregá-la nos seguintes casos: Toyota Portugal (e não Toyota de Portugal) Mercedes-Benz Portugal (e não Mercedes-Benz de Portugal). Porém, escreve-se Embaixada de França e não Embaixada França. Também li Igreja Católica Ortodoxa de Portugal (e não Igreja Católica Ortodoxa Portugal). Se vos fosse possível indicar-me qual a forma correta, ficaria muito grata.
Fuelóleo / fuel
Nestes últimos tempos, por causa do desastre do "Prestige", muito se tem falado – e escrito – acerca da substância que transportava. Porém, esta é designada, nos meios de comunicação, quer por "fuel", quer por "fuelóleo". Este último termo, aliás, é o único recolhido no dicionário Aurélio e na Diciopédia 2002 da Porto – mas não na 8.ª edição do dicionário da mesma editora.
"Fuel" é, portanto, anglicismo ou pode ser considerado palavra portuguesa?
Agradeço antecipadamente a vossa resposta.
