DÚVIDAS

Complemento indireto no português coloquial de Angola
Aqui em Angola, ocorre, tanto na linguagem oral como na escrita, um fenómeno linguístico que consiste em começar a frase com sujeito indeterminado e no final dela explicitar o sujeito começando com a preposição em. Exs.: *Lhe bateram no João. *Vão ralhar na Mingota. *Roubaram o teu arroz no Joaquim. É bem provável que essas construções estejam erradas do ponto de vista normativo, mesmo assim, gostaria de saber uma possibilidade de análise sintáctica, principalmente a do sujeito iniciado por em («no João», «na Mingota», «no Joaquim»). Uma hipótese que melhor descreveria esse fenómeno, qual seria? Muito obrigada!
Garantir com indicativo ou conjuntivo
Agradecia que me clarificassem quando «garantir que...» pede conjuntivo. As seguintes frases não me parecem corretas: a) «Como vamos garantir que todos os que nos procuram serão tratados com a dignidade e a humanidade que merecem?» Não devia ser «SEJAM tratados»? b) «Como garantir que a inteligência artificial será ética e segura?» c) «Temos agora de garantir que os governos respondem à chamada.» d) «Como garantir que Portugal ficará pobre para sempre?» Obrigadíssima.
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