Adjunto adverbial de modo e predicativo do sujeito
Em «as meninas chegaram em silêncio», «em silêncio» é adjunto adverbial ou predicativo do sujeito?
Obrigado
Fonógrafo
Vi a palavra seguinte num livro de gramática sem bastante(s?) outras palavras para acertar o sentido. Tenho para mim que quer dizer "fonógrafo". Procurei em três dicionários que tinha ao meu dispor. A palavra é "eletrola".
Também preciso de um "s" na palavra "bastante" acima?
Muito grata.
As grafias de extensão e estender
Na gíria dos assuntos relacionados com questões da Qualidade nomeadamente em documentação oficial é corrente utilizar a expressão «extensão do âmbito da acreditação» de um organismo.
Contudo, quando nos referimos ao facto de um organismo pretender estender a sua acreditação já escrevemos estender e não "extender", considerando que esta última forma é correta no sentido em que o organismo alargou o âmbito da sua atuação.
A questão que coloco é se extensão é uma grafia correta.
Muito obrigada.
Não + pronome o: «Não no pode estorvar» (Camões)
Algumas ocorrências que encontrei de pronomes oblíquos átonos arcaicos:
«Que estais no céu, santificado... Não no disse eu, menina? Seja o vosso nome…» (Almeida Garrett)
«Ele ou é trova, ou latim muito enrevezado, que eu não no entendo.» (Almeida Garrett)
«Via estar todo o Céu determinado / De fazer de Lisboa nova Roma; / Não no pode estorvar, que destinado / Está doutro Poder que tudo doma.» (Camões)
«O favor com que mais se acende o engenho / Não no dá a pátria, não, que está metida…» (Camões)
«Ora sabei, padre Fr. João, que eu bem no supunha, bem no esperava; mas parecia-me impossível, sempre me parecia impossível que viesse a acontecer.» (Eça de Queirós)
«A culpa de se malograrem estes sublimes intentos quem na tem é a sociedade…» (Camilo Castelo Branco)
«Parentes, amigos, nem visitas nenhumas parecia não nas ter.» (Almeida Garrett)
Há alguma explicação para o uso da consoante n antes dos oblíquos átonos?
Muito obrigado!
Ainda pilota
A propósito duma das vossas respostas, "Feminino de piloto aviador", por que razão se aceita secretária como feminino de secretário, ainda que aquela palavra também possa designar o objeto, mas já não se aceita pilota como feminino de piloto por aquele termo ter também outro significado?
Segundo a Infopédia, pilota, para além de significar «estafa», pode também ser o adjetivo feminino de piloto...
Se aceitarmos esta última hipótese, resta saber se o o de pilota tem a mesma pronúncia nos dois casos...
Obrigado pela atenção.
O verbo desarriscar
Gostaria de saber se o verbo desarriscar pode ser usado no sentido de «apagar algo que foi escrito», ou se esta forma é um regionalismo.
Quantas palavras portuguesas?
Quantas palavras existem em português? Quantas palavras é que o português médio utiliza a comunicar?
Amor de Perdição: incoerência
Na obra Amor de Perdição, há uma incoerência de datas: no cap. I, assume-se que o nascimento de Simão é em 1784, é preso em 1804/1805 com 18 anos, o que não bate certo...
A que se deve esta incoerência?
«Coelho da Páscoa» e «domingo de Páscoa»
Gostaria de saber por que fazemos a contração da preposição de com o artigo definido a na expressão «coelho da Páscoa», mas não a fazemos na expressão «domingo de Páscoa».
Verbo incoativo: «partiu-se o copo»
Na frase «partiu-se um copo», o segmento «um copo» é um complemento direto ou sujeito?
A minha dúvida reside na possibilidade de a frase estar invertida (=«um copo partiu-se»), contudo penso que, na frase dada para análise sintática, «um copo» parece-me o complemento direto da frase, visto que os copos não se partem sozinhos, ou seja, alguém (ou uma entidade) tem de os partir.
Desta forma, posso considerar que a frase apresenta um sujeito nulo indeterminado do predicado «partiu-se um copo» («partiu-se» = «partiram/alguém partiu») e que «um copo» é complemento direto?
Muito obrigada.
