DÚVIDAS

O «transportador da parafernália»
A palavra paraferneiro ou parafernelo, que tenta designar o carregador ou transportador da parafernália de terceiros especialmente, faz sentido? É usual no Brasil em textos que se propõem cultos (especialmente aqueles que fazem referências ferinas a políticos bajuladores dos poderosos de plantão — os carregadores de mala dos chefes), no entanto não consegui localizá-la nos nosssos dicionários. Agradeço a atenção e parabéns pelo portal, pretendo ser mais um fiel freguês...
A regência de importar-se
Pelo que tenho visto, a regência do verbo importar-se é diferente no português do Brasil e no português de Portugal. Em Portugal, o verbo deve ser sucedido da preposição de antes de indicar o verbo que o complementa, certo? Exemplo: «Ele não se importa de ir à estação de comboios.» Mas e quando não há sucessão de verbo? Por exemplo: «ele não se importa da menina». Não seria correto trocar o de pelo «com a»? Ex.: «ele não se importa com a menina».
Percentagem e o adjetivo numa frase negativa
Gostava que, se possível, me explicassem duas dúvidas. Na frase: «61% dos portugueses não leram um só livro no último ano.» – O verbo ler deve estar no plural, como está, ou deveria estar no singular (leu) uma vez que o sujeito é 61%? – O uso do nesta frase está correto (no sentido de «único») ou no fundo faz com que o sentido da frase seja exatamente o oposto do que o jornalista quer dizer que seria: «61% dos portugueses leram somente um livro.» Espero não ter sido confusa. No fundo queria saber se a forma verbal e o uso de estão corretos nesta frase. Muito obrigada e obrigada por nos ajudarem a entender melhor a nossa língua.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa