Modificador do nome restritivo: «condição financeira»
Gostaria de saber qual a função sintática da palavra financeira na seguinte frase:
«D. Fernando (...) teria recebido dele um país em excelente condição financeira.»
A dúvida é se se trata de um modificador restritivo do nome ou de um complemento do nome.
Muito obrigada.
«Aos pejelhos»
A minha mãe, com 83 anos agora, costuma dizer para quando alguém está a fazer algo a pouco e pouco «...aos pejelhos». No outro dia disseram-me que o correto é «aos bochechos».
Como são palavras tão diferentes, fiquei a pensar se não existiria outra palavra. Provavelmente não seria pejelhos, mas algo semelhante.
Tem conhecimento disso?
Obrigada
Viver + a + infinitivo
Nos versos a seguir:
«Dois amigos numa aldeiaViviam; – um a cantar;O segundo, volta e meia,Descontente, a suspirar.»
poderia comentar sobre o uso do infinitivo com a preposição a? Seriam classificadas como orações subordinadas? De que tipo? Teriam o mesmo valor do gerúndio cantando e suspirando?
Oração gerundiva: «Pedro ouviu José falando»
Primeiramente, ouvi de alguns professores de gramática que oração subordinada substantiva, quando reduzida, só pode vir com verbo no infinitivo.
Entretanto, me deparei com algumas frases que me fizeram crer que isso não procede.
Segue um exemplo: «Pedro ouviu José falando sobre o assunto.»
Minha dúvida é a seguinte: a segunda oração do período composto citado acima, «José falando sobre o assunto», é uma oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de gerúndio, pois, no meu ver, o verbo «ouviu» pede complemento verbo direto; ou tem outra função sintática?
Enxertar, encetar e encertar
Surpreendeu-me muito ouvir que enxertar é usado em várias regiões de Portugal como sinónimo de encetar e de encertar (sendo estes dois termos sinónimos).
Assim sendo, pergunto:
Qual a explicação (simples e razoável) para enxertar = encetar / encertar?
Poderá ser por influência do galego?
Obrigada.
Quantificadores e pronomes indefinidos
Por que razão nas frases:
(1) «Qualquer sobremesa é uma boa escolha. São todas ótimas.»
(2) «Vi bastantes filmes neste fim de semana, mas poucos me cativaram.»
(3) «A minha avó ofereceu-me dois vestidos e eu gostei muito de ambos.»
as palavras qualquer, todas, bastantes, poucos, ambos são quantificadores universais (qualquer, todas e ambos) e existenciais (bastantes, poucos), quando os vocábulos todas, poucos e ambos não antecedem um nome de forma explícita?
E, neste caso, como se classificam quanto à classe e subclasse?
Obrigada pela atenção.
Vírgulas e «mas sim»
Na frase «Não se pretende vender um produto, mas sim promover uma ideia», perguntava-vos se, neste contexto, é obrigatório isolar o advérbio sim entre vírgulas.
Julgo que as podemos dispensar. Mesmo na oralidade, posso optar por não o realçar ou enfatizar.
Obrigado
O pronome clítico o e o verbo estar
Essa questão surgiu após um impasse que tive com um colega, também revisor de texto, a respeito do uso do verbo estar com pronomes acusativos como o, lo, no. Gostaria, portanto, de esclarecer alguns pontos e, se possível, obter exemplos de uso literário dessas construções.
Em frases copulativas, como:
«O aluno está cansado.»
«A porta está aberta.»
«Tu estás feliz?»
seria possível substituir o predicativo por um pronome acusativo, formando expressões como "O aluno está-o”, “A porta está-o” ou “Tu está-lo?”? Essas formas aparecem em algum registro literário, regional ou arcaico do português?
No português europeu, na locução estar + a + infinitivo, há diferença entre «Ele está-o a fazer» e «Ele está a fazê-lo»? Existe preferência normativa ou diferença de estilo entre as duas formas? Quando o pronome sobe para o auxiliar (estar), as adaptações fonéticas continuam válidas?
Por exemplo: estás + o → está-lo; estão + o → estão-no.
Formas como «Tu está-lo a terminar» ou «Eles estão-no a construir» são aceitas?
No português do Brasil, com estar + gerúndio, qual das opções é mais adequada ou usual: «Ele o está fazendo», «Ele está fazendo-o» ou simplesmente «Ele está fazendo isso»?
Por fim, fora das locuções (estar a + infinitivo / estar + gerúndio), é possível empregar «Ele está-o» (sem verbo posterior) para retomar algo já mencionado, equivalente a «Ele está nisso»?
Agradeço desde já pela atenção e, se possível, gostaria de exemplos de uso literário (clássico ou moderno) dessas construções, caso existam.
Indumentária e «roupão de banho»
Um simples roupão de banho pode ser considerado uma indumentária?
Eleição, eleições
Se a palavra eleição se referir a apenas dois candidatos, preciso colocar no plural eleições?
Quando se usa o singular e plural desta palavra?
Obrigado
