DÚVIDAS

Pronomes átonos em sequência: «Arrepia-se-me a pele»
Saúdo calorosamente todos os profissionais do Ciberdúvidas. Ouço frequentemente a estrutura «arrepia-se-me (a pele, por exemplo)». Gostava de ter um parecer mais profissional sobre esta questão. É uma estrutura natural num discurso em português padrão? Será um traço oralizante, certamente válido noutros contextos, mas não aqui? Cumpre as regras de formação presentes na nossa língua? Cumprimentos.
O empréstimo keffiyeh
Agora que o "keffiyeh" está na moda, fiquei surpreendido por não existir nome em português para o famigerado lenço! Em artigo sobre a matéria, de 2023/12/19, publicado em jornal de referência, vejo que apenas é usado o termo "keffiyeh", exatamente como registado no Dicionário da Academia! Já quanto à "burca", em artigo do mesmo jornal, de 2022/05/07, é usado o nome "burqa"! Não sei qual o critério usado pelo jornal na escolha do termo “burqa”, em detrimento de “burca”! Na verdade, o nome "burca" não aparece no Dicionário da Academia online, mas aparece em muitos outros! Será que não existe forma portuguesa ou aportuguesada para o dito lenço?!
A pronúncia do topónimo Mariz
Sou natural de Barcelos e vivi muito tempo na "minha" freguesia de "Máriz" ou "Mariz" (sem acento no "a"). Desde a escola primária, aprendi que se escrevia "Máriz", com pronúncia de "má...", e não "ma...". Há quem pronuncie como se tivesse o acento, mas também sem o acento, especialmente as pessoas de fora. Hoje colocaram em causa isto e disseram que até se pronuncia o acento, mas a escrever não leva acento! Afinal como se escreve, "Máriz" ou "Mariz"? Muito obrigado.
Preposições com que e se
Tenho uma dúvida sobre o uso da preposição em frases como: «Em uma conversa, esteja atento a se o seu interlocutor lhe entende.» «O professor estava atento a que ninguém colasse na prova.» «Ela mostrou-se grata a que a ajudassem naquele momento difícil.» Esse uso da preposição antes de que ou se é realmente natural no português, ou soa artificial? Pergunto porque, ao ensinar esse ponto aos alunos, a construção lhes pareceu estranha ao ouvido. Gostaria também de saber se há outros exemplos com outras preposições (como para, em, com) usadas antes de orações introduzidas por que ou se, para compreender melhor a extensão desse uso. Poderiam esclarecer a correção dessas construções e indicar bibliografia onde essa questão esteja tratada, de preferência com páginas específicas? Muito obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa