DÚVIDAS

Fá-lo-ei, indubitavelmente, etc.
Chamo-me Paula Fiadeiro e sou leitora de Português. Como todos os Portugueses, creio eu, sou, por vezes, confrontada com algumas dúvidas... Sei que a forma correcta do futuro do indicativo do verbo fazer, quando sujeito a mesóclise, é "fá-lo-ei", "fá-lo-ás", etc. Mas queria saber se as formas "fazê-lo-ei", "fazê-lo-ás" também são possíveis. Pelo menos, creio que são usadas...talvez erradamente! Por outro lado, gostava de saber se o advérbio derivado do adjectivo "duvidoso" é "duvidosamente" ou "dubitavelmente", uma vez que "sem dúvida" é "indubitavelmente". Já agora, gostaria que me esclarecessem se o advérbio formado a partir de "selvagem" é "selvaticamente"; e se a forma "selvagemente" (!) existe, quer no português europeu, quer no português do Brasil. Obrigada pela atenção
Doutor e professor doutor
Não sei se me podem ajudar a esclarecer duas dúvidas que surgiram numa roda de amigos. Os médicos especialistas (pediatras, dermatologistas, etc...) são equiparados com o grau de doutor, grau esse que só é dado pelas universidades? Ou pelo contrário são licenciados com uma especialização sem que lhe seja conferido o doutoramento? Quem pode utilizar o título de Professor doutor? Só os professores doutorados do Ensino Superior ou qualquer professor com doutoramento? Obrigado pela ajuda.
Gerúndio (em Portugal)
Descendente de famílias alentejanas, há muito que me interrogo sobre um fenómeno que, ao que sei, só se dá nesta região do país. Julgo que a expressão «Em jantando, logo me vou deitar» (com o significado de «Logo que tenha acabado de jantar, vou-me deitar») é correcta dentro do dialecto local. E quanto à expressão (que já ouvi inúmeras vezes) «Em jantandes, vais-te deitar»? Erro ou simples riqueza dialectal ("vox populi...")?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa