Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório
Edcarlo Silva Produtor de TV São Paulo, Brasil 2K

Uma dúvida está me corroendo e não encontrei a resposta clara a ela em nenhum lugar.

Sei que a norma correta é dizer «Existe esse problema entre MIM e ela.»

Porém se alterarmos a ordem dos pronomes, porque devemos dizer «Existe esse problema entre ela e EU», e não «entre ela e MIM«?

Agradeço antecipadamente.

Diogo Morais Barbosa Estudante Lisboa, Portugal 1K

Devemos escrever «experiências de quase-morte» ou «experiências de quase morte»?

Haverá algum motivo razoável para o hífen que me esteja a passar ao lado?

(Aproveito para vos agradecer: nunca me cansarei de vos agradecer pelo trabalho de esclarecimento e ajuda que prestam aos leitores e escritores em língua portuguesa.)

Fernando Bueno Engenheiro Belo Horizonte, Brasil 687

Em frases como «Joana não gosta de sair com as filhas muito enfeitadas», «Nunca fica em casa com o marido bêbado», «Prefiro assistir ao filme com minha namorada atenta», qual poderia ser a classificação sintática de «muito enfeitadas», «bêbado» e «atenta»?

Obrigado.

Diogo Morais Barbosa Estudante Leiria, Portugal 915

O território da Irlanda do Norte deve escrever-se "Ulster" ou "Úlster"? E devemos escrever «livros acerca do Úlster» ou «livros acerca de Úlster» (com ou sem acento)?

João Lázaro Professor de Português Madrid, Espanha 750

Na minha profissão, sendo hispanofalantes a maioria dos meus alunos, deparo-me sistematicamente com o que me parece ser um uso indevido da preposição por (e as suas contrações), mas não tenho a certeza de como lhes explicar esta questão.

Vejo muitas vezes formações como:

O jogo foi cancelado pela tempestade. (devia ser «por causa da tempestade»)

Estamos confinados pela Covid. (devia ser «por causa da Covid»)

Não posso sair pela porta, visto que não tenho a chave. (pretende-se dizer «tenho de ficar em casa por causa da porta»)

A lei foi escrita pelo presidente, que cometeu um crime. (pretende-se dizer «por causa do crime do presidente»)

Os erros nas duas últimas frases parecem-me particularmente graves; gera-se confusão com as preposições de movimento e com os agentes da passiva. No entanto, há outras situações em que, aparentemente, podemos usar tanto por como «por causa de»:

A caravela, pelas suas características, era a embarcação ideal para navegar naquelas condições. (ou "por causa das suas características")

O livro, pela sua dificuldade, tem de ser lido por partes. (ou "por causa da sua dificuldade")

O empregado, pela sua experiência, devia ser promovido. (ou "por causa da sua experiência")

Como posso explicar em que casos posso ou não usar ambas as alternativas?

Muito obrigado desde já.

Sara Afonso Professora de ballet Porto, Portugal 3K

«Denominada de...» é errado?

Deve ser escrito, sem exceções, sem preposição?

Álvaro Faria Ator Lisboa, Portugal 1K

«O jovem cantor espanhol, de 18 anos, já interpretou este tema no passado e há de interpretá-lo muitas vezes no futuro.»

Como classificariam os pares «jovem» / «18 anos», «interpretou» / «no passado» e «há-de interpretá-lo» / «no futuro»?

Pleonasmos? Redundâncias? Ou...?

Obrigado.

Carlos Herrero Professor Portugal 1K

Qual das seguintes formas é a correta? De forma a as pessoas poderem passar, temos de desimpedir o caminho. De forma às pessoas poderem passar, temos de desimpedir o caminho. A preposição de não se contrai com artigos quando seguida de formas verbais no infinitivo. Acontece o mesmo com a preposição a?

Muito obrigado pela vossa atenção.

Bernardo Monteiro Estudante Porto, Portugal 915

Em «a nobreza e pessoas de fortuna utilizavam adereços e substâncias aromáticas como forma de mascarar as suas imperfeições e criar uma imagem de sublimidade, beleza e até de semelhança a(os) deus(es).», a oração introduzida por «como» é subordinada adverbial comparativa ou final? Porquê?

Agradecido pelo ímpar apoio.

Bernardo Monteiro Estudante Porto, Portugal 876

Em «Completam-se hoje 42 anos sobre o dia em que regressei a Lisboa, depois de 10 anos de exílio […]. Pisar o chão de Lisboa no dia 2 de maio de 1974 foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. […]», há inferências deíticas espaciais?

Se há, quais?

Agradecido