Locuções e colocações
Em termos de classificação gramatical e sintática, encontro bastante dificuldades em distinguir uma colocação e uma locução.
Já que ambas podem ter a mesma combinação de substantivo + adjetivo / verbo + substantivo / substantivo + preposição + substantivo, parace-me algo muito subjetivo e gostaria que me explicassem, por favor, a diferença entre os dois termos, como reconhecê-los e como classificá-los, visto que, existem muitas informações contraditórias.
Muito obrigado pela atenção.
Adjetivo e particípio passado + que: «viúvo que foi»
Em assentos eclesiásticos, encontramos frases do tipo:
«João de tal, viúvo que ficou de Maria de tal, casou-se com Joana de tal.»
Napoleão Mendes de Almeida, no seu Dicionário de Questões Vernáculas, parece discordar de Vasco Botelho de Amaral quanto à função da conjunção que com valor temporal. Qual a função sintática da conjunção que nesse contexto?
Muito obrigado!
Presença ou omissão do artigo definido
«Ricardim gosta da música popular» ou «Ricardim gosta de música popular»?
Qual destas frases fica correctamente escrita desde a perspectiva puramente gramatical? Eu optei pela primeira, já que é uma música específica, ou seja, que Ricardim gosta da música popular.
Grato pelas doutas respostas.
«Desconfiado de» e «desconfiado para»
Francisco Fernandes, no seu Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjetivos, dá para desconfiado a preposição de e para.
Não seria apenas a preposição de selecionada por desconfiado?
Muito obrigado!
«De presente» e «como presente»
Em relação à sintaxe do verbo pedir, para além das regências habituais (que, para, por), parece-me possível dizer-se «Vou pedir COMO presente uma bola».
No entanto, a mesma frase com a preposição de é possível?
«Vou pedir DE presente uma bola.»
Obrigado.
Enumeração por polissíndeto
Na frase «[…] uns feixes de mato a ziguezaguearem e a andarem e a pararem […]», podemos considerar a existência de uma enumeração para além da personificação nela existente?
O verbo ocorrer
Primeiro, muito obrigado pelo apoio e atenção de sempre. Serei eternamente grato pela solicitude.
Minha dúvida é sobre um possível significado do verbo ocorrer para o qual não encontrei descrição nos dicionários consultados. Pois bem, lendo um álbum produzido na década de 80, sobre animais da Mata Atlântica, volta e meia, me deparo com o referido verbo indicando o habitat de determinado animal, como no fragmento que transcrevo abaixo:
«[...] Esta ave ocorre desde a Bahia, passando por Minas Gerais e descendo até o Rio Grande do Sul […].»
Acredito que tenha uma acepção quase de «viver, habitar», pelo contexto, porém não vi registro nas entradas deste verbo nas fontes consultadas.
Daí, por gentileza, peço ajuda. É de conhecimento de vocês se esse verbo é utilizado com proximidade destes significados que presumi?
Preposições: «para eleger» e «por eleger»
«Candidatos por eleger: 3» e «Candidatos para eleger: 3» têm o mesmo significado?
Ou seja, «Candidatos que serão/hão de ser (ou: devem/podem ser) eleitos: 3»?
Parece-me que as preposições por e para dentro de uma estrutura de SUBSTANTIVO + (POR/PARA) + INFINITIVO assume uma forma passiva do verbo, podendo ser antecedida ou não de um verbo modal.
Como não tenho certeza disso, trago tal raciocínio a vocês, pedindo-lhes o seu esclarecimento. Há um trecho duma música do Pe. Zezinho com semelhante estrutura:
1. «… Tarefa escolar para cumprir…» = … Tarefa escolar que deve ser cumprida…
Até mesmo Napoleão Mendes (que para mim não foi muito claro) traz alguns exemplos no seu dicionário:
2. «Casos para/por esclarecer» = Casos que serão/hão de ser esclarecidos
3. «Livros para/por consultar» = Livros que podem ser consultados.
Antecipadamente muito obrigado.
A sintaxe de «Roma e Pavia não se fizeram num dia»
Como se deve dizer: «Roma e Pavia não se fez num dia» ou «Roma e Pavia não se fizeram num dia»?
Oração relativa: «aquilo em que acreditamos»
Gostaria de saber qual é o erro que esta frase tem e como posso corrigi-lo:
«Este filme mostra-nos que devemos ter convicção naquilo na qual acreditamos.»
