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Textos publicados pela autora

Livro

Os Porquês do Português

A Variação Linguística em Usos Quotidianos

Os Porquês do Português – A variação linguística em usos quotidianos é a quarta coletânea de crónicas da professora Helena Rebelo, editada pela Edições Colibri em 2020. Os Porquês do Português já foi título de uma rubrica iniciada em 2008 pela professora no semanário Tribuna da Madeira. As crónicas, posteriormente, foram compiladas nos seguintes volumes: Desvio ou Erro? Problemas da escrita da Língua Portuguesa (2014),...

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A expressão «não tem nada que enganar»

Pergunta: O que significa a expressão «não tem nada que enganar»?Resposta: A expressão «não tem nada que enganar» ocorre, pelo menos, em Portugal (ver resultados de pesquisa Google), com significado equivalente à sequência «é muito fácil». Apesar de não se encontrar registada em nenhum dos dicionários aqui consultados1, é uma expressão fixa muito utilizada no discurso informal. Nela, apesar do verbo enganar não figurar como pronominal, é usado com o sentido de enganar-se: «errar...

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O adjetivo natalino

Pergunta: O termo «espírito natalino», a palavra natalino é uma palavra do português de Portugal ou do português do Brasil? ObrigadaResposta: Não se pode afirmar que natalino seja um adjetivo exclusivo do português do Brasil, apesar de ter uso mais corrente nesse país, enquanto em português de Portugal é mais comum o seu sinónimo: natalício. De facto, há usos mais sedimentados de um ou de outro adjetivo em territórios de língua portuguesa diferentes1,...

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A expressão «em adição»

Pergunta: «Em adição» é português vernáculo ou decalque do inglês («in addition»)?Resposta: «Em adição» é, efetivamente, um decalque do inglês in addition. Nesta língua, in addition usa-se como conector (= «além disso», «por outro lado»), e como locução prepositiva (in addition to = «além de», «para além de», «em complemento de»). Exemplos*: 1. «Em adição, temos agora um conhecimento profundo sobre como desenvolver campanhas de marketing...

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Provérbio: «cobra que quer morrer à estrada vai ter»

Pergunta: Que significa o provérbio «cobra que quer morrer à estrada vai ter»? Obrigada.Resposta: O facto de as cobras terem sangue frio, faz com que estas procurem estradas (normalmente de alcatrão) para se termoregularem. Contudo, este comportamento implica o risco de atropelamento sendo, portanto, fator de mortalidade desta espécie animal, daí o provérbio «cobra que quer morrer, à estrada vai ter». Assim, num sentido figurado, e assumindo que cobra/serpente é sinónimo de...
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