A sintaxe do demonstrativo mesmo
Qual é a frase preferível: «o João nasceu no mesmo ano que o Miguel», ou «o João nasceu no mesmo ano em que o Miguel», ou «o João nasceu no mesmo ano do Miguel»?
«Já não sei a quantas ando»
Deve dizer-se «já não sei a quantas ando» ou «já não sei às quantas ando»?Qual a origem desta frase?Obrigada.
A expressão «voltar com»
Está certo dizer «Voltou com o ex-namorado», significando «Namora outra vez o ex-namorado»? Devo dizer que a primeira frase é muito usual em novelas brasileiras.
Obrigado.
Etimologia: Paredes
Gostaria de saber a etimologia de Paredes.
«Tirar consequências»
Obrigada pelo magnífico trabalho.
A minha dúvida: tenho ouvido e lido com frequência (na boca e na "caneta" de governantes, de pessoas que, suponho, terão educação superior e que ocupam cargos importantes nos meios de comunicação, quer na imprensa escrita quer na falada) a frase «tirar consequências». As consequências tiram-se, ou temos de acarretar/aprender com e pagar por elas?
Obrigada.
«Fazer-se pagar» e «fazer-se cobrar»
Tenho encontrado o verbo pagar associado a fazer-se com um sintagma nominal introduzido directamente (i. e. sem preposição):
1. «Dessa vaga de anulações têm estado a beneficiar os artistas da "segunda divisão" mais temerários, que têm vindo a substituí-los no circuito maior, fazendo-se pagar, em média, o dobro dos seus honorários normais.»
2. «E aqueles deputados que foram apanhados a roubar (fazendo-se pagar viagens que não fizeram)(...)»
Não deveríamos usar aqui a preposição por («fazer-se pagar por viagens…/pelo dobro…»)?
Julgo que deveríamos usar por em vez de de nas frases que se seguem (não?):
3. «Seis das oficinas, além de substituírem peças a mais, fizeram-se pagar de componentes não substituídos.»
4. «(…) a autarquia pretendia fazer-se pagar de um serviço anterior à privatização da recolha de lixos.»
E tenho deparado com o uso de «fazer-se cobrar» no sentido de «fazer-se pagar»:
5. «Há lojas que o fazem gratuitamente, enquanto outras se fazem cobrar pela prestação destes serviços suplementares.»
Creio que «fazer-se cobrar» é inaceitável, mas queria confirmar.
Grato pela atenção.
Espanha e Allende
O nome do nosso país vizinho é escrito lá assim: España, com um ñ. E nós escrevemos nh para que a pronúncia seja a mesma. Não faria sentido escrever "Alhende" em vez de Allende? Sim, eu sei que «não se traduzem os nomes próprios». Mas eu não estaria a traduzir o significado do nome mas apenas a manter a sua pronúncia. Se não podemos mesmo mexer nos nomes próprios, então um nome árabe teria de ser escrito com grafia árabe, certo?
Obrigado pela vossa resposta!
Sobre o novo Vocabulário da Academia Brasileira de Letras
Gostaria de saber a opinião de vocês a respeito do recente lançamento pela Academia Brasileira de Letras , do novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, que incorpora muitos neologismos; tais como: teleducação (educação à distância); teleconferência; infovia; intranet... etc.
Outros, sim, incorpora, o que para os puristas da língua, seria um "barbarismo", pois anglicismos perfeitamente dispensáveis, tais como:deletar (apagar); lincar (ligar, conectar); acessar (entrar)... etc., passaram a fazer parte dos vocábulos linguísticos da nossa língua portuguesa. Portanto, gostaria de saber se Portugal vai considerar este novo vocabulário, "oficial" ou "oficioso"?
Abordar
É correcto dizer que se vai abordar determinado tema? Ou deve-se reservar o uso do verbo "abordar" para navios?
Os graus académicos antes e depois do processo de Bolonha
Vejo formas diferentes para identificar aqueles que obtiveram graus académicos antes e/ou depois do processo de Bolonha.
Exemplos: «Eu tenho grau de mestre pré-Bolonha» ou «eu obtive o grau de Mestre ante-Bolonha»? Qual é a forma correcta, se é que há alguma incorrecta?
Obrigado.
