DÚVIDAS

«Fazer-se pagar» e «fazer-se cobrar»
Tenho encontrado o verbo pagar associado a fazer-se com um sintagma nominal introduzido directamente (i. e. sem preposição): 1. «Dessa vaga de anulações têm estado a beneficiar os artistas da "segunda divisão" mais temerários, que têm vindo a substituí-los no circuito maior, fazendo-se pagar, em média, o dobro dos seus honorários normais.» 2. «E aqueles deputados que foram apanhados a roubar (fazendo-se pagar viagens que não fizeram)(...)» Não deveríamos usar aqui a preposição por («fazer-se pagar por viagens…/pelo dobro…»)? Julgo que deveríamos usar por em vez de de nas frases que se seguem (não?): 3. «Seis das oficinas, além de substituírem peças a mais, fizeram-se pagar de componentes não substituídos.» 4. «(…) a autarquia pretendia fazer-se pagar de um serviço anterior à privatização da recolha de lixos.» E tenho deparado com o uso de «fazer-se cobrar» no sentido de «fazer-se pagar»: 5. «Há lojas que o fazem gratuitamente, enquanto outras se fazem cobrar pela prestação destes serviços suplementares.» Creio que «fazer-se cobrar» é inaceitável, mas queria confirmar. Grato pela atenção.
Espanha e Allende
O nome do nosso país vizinho é escrito lá assim: España, com um ñ. E nós escrevemos nh para que a pronúncia seja a mesma. Não faria sentido escrever "Alhende" em vez de Allende? Sim, eu sei que «não se traduzem os nomes próprios». Mas eu não estaria a traduzir o significado do nome mas apenas a manter a sua pronúncia. Se não podemos mesmo mexer nos nomes próprios, então um nome árabe teria de ser escrito com grafia árabe, certo? Obrigado pela vossa resposta!
Sobre o novo Vocabulário da Academia Brasileira de Letras
Gostaria de saber a opinião de vocês a respeito do recente lançamento pela Academia Brasileira de Letras , do novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, que incorpora muitos neologismos; tais como: teleducação (educação à distância); teleconferência; infovia; intranet... etc. Outros, sim, incorpora, o que para os puristas da língua, seria um "barbarismo", pois anglicismos perfeitamente dispensáveis, tais como:deletar (apagar); lincar (ligar, conectar); acessar (entrar)... etc., passaram a fazer parte dos vocábulos linguísticos da nossa língua portuguesa. Portanto, gostaria de saber se Portugal vai considerar este novo vocabulário, "oficial" ou "oficioso"?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa