Região, área
Em um recente concurso público (ainda em andamento), em uma questão que perguntava em qual alternativa uma determinada palavra NÃO estava sendo usada no sentido metafórico, abstrato, havia as duas alternativas abaixo:
B) melhor REGIÃO (frase1)
C) várias ÁREAS (frase2)
Frase1: "Os gaúchos comparecem com a melhor metrópole, a melhor cidade e, no conjunto, representam a melhor REGIÃO do Brasil."
Frase2: "Essa é uma questão a qual pesquisadores de várias ÁREAS se têm debruçado nos últimos anos."
Segundo o gabarito oficial, a resposta certa era a letra B. Vocês acham que está correto?
Se os gaúchos representam alguma coisa (representar já não dá um sentido metafórico?), eles deveriam representar um ESTADO (Rio Grande do Sul), e não uma região (Paraná + Santa Catarina + Rio Grande do Sul). A palavra região poderia estar fazendo uma analogia ao estado em que os gaúchos nasceram.
Já a palavra áreas: um de seus significados, segundo o dicionário Michaelis, é o de "Campo em que se pratica certa atividade". Portanto, onde está escrito "áreas" poderia estar implícito que se tratavam de "áreas humanas" (Geografia, História ...).
Afinal, a resposta certa é a letra B, a letra C, ou o melhor é anular essa questão?
Concordância no verso «O rebanho é os meus pensamentos» (Alberto Caeiro)
Não querendo, de todo, desafiar Alberto Caeiro ou qualquer outro dos heterónimos de Pessoa, gostaria de (melhor) compreender a regra que permite escrever o seguinte: "O rebanho é os meus pensamentos"
Bem sei que se aplicam regras específicas quando se utilizam nomes colectivos. Porém, aplicando a mesma lógica, peço-vos que me indiquem se os próximos exemplos estão ou não correctos:
«O público é as minhas emoções.»
«A multidão é as minhas reivindicações.»
Grafia de acordo com a norma ortográfica de 1945
Dar / ensinar / aprender
Na faculdade, um colega meu brasileiro perguntou-me a razão do uso do verbo "dar" como sinónimo de "aprender", como se percebe pelo seguinte exemplo: "Na aula de Y, estou a dar a Guerra Civil"... Poderiam explicar também a mim quando e porque se começou a usar o verbo "dar" com esse sentido?
Acoroçoar
Gostaria de saber o significado da palavra "acoroçoar", em que contexto esta se usa, se faz parte do nosso vocabulário novo ou se é uma palavra antiga e qualquer outra informação sobre esta palavra.
Passa o tempo a…
A construção duma frase do tipo: «F. passa o tempo a ler e estudar», será incorrecta ou significativamente menos correcta, ou será diferente, de: «F. passa o tempo a ler e a estudar»? No meu entendimento, apenas ditado por uma interpretação talvez muito subjectiva, o primeiro caso, um só pronome para as duas acções, aglutina-as, aponta para qualquer coisa que é simultaneamente "ler e estudar", enquanto o segundo, duplicação do pronome, já estabelece uma certa separação entre o "ler" e o "estudar".
À/na
Só comecei a reparar no uso indiscriminado por algumas pessoas de «à» e «na», recentemente. Talvez seja devido à pouca familiariedade que «Joaquim, à época, muito rico...» não me soe bem e prefira «na época». Há pouco tempo, vi escrito num jornal «José Magalhães deputado à Assembleia da República». Não será «deputado da A. R.»? Tenho ciberdúvidas!
Freguesia da Lousã + sector de/da educação
Deve dizer-se freguesia de Lousã ou freguesia da Lousã? E qual a forma correcta: sector de educação ou sector da educação? Os meus agradecimentos.
Inserção
Publicações ou publicitações?
Gostaria de saber, tratando-se de informar qual o preço de um anúncio num jornal, se deve dizer-se, por exemplo: ... "por 40 publicações ou por 40 publicitações".
Qual a diferença ente uma palavra e outra?
Muito obrigado.
Frases passivas e agente da passiva
A Gramática do Português da Fundação Calouste Gulbenkian distingue as orações passivas em verbais, resultativas e estativas, entre outras.
No entanto, os exemplos dados por ela pareceram-me muito acomodatícios deixando de fora muitos outros, ficando eu sem saber julgá-los, pois os critérios apontados na gramática não se coadunam com as caraterísticas deles.
Na página 441, no penúltimo parágrafo, a gramática chega a afirmar a impossibilidade de haver agente da passiva nas orações passivas resultativase na página 444 no segundo parágrafo afirma que a passiva estativa não tem componente agentiva.
Por [tais critérios] me parecerem entrar em contradição com a gramática, cheguei até a duvidar da gramaticalidade das frases abaixo (2 e 3), no entanto, qualquer nativo português ou brasileiro a quem perguntei me assegurou da correção delas.
1) A cidade foi infestada pelos ratos.
2) A cidade ficou infestada pelos ratos.
3) A cidade está infestada pelos ratos.
A mim parece-me que "os ratos" [...] são de fato agentes da infestação e podem ser considerados agentes da passiva, ou não?
O que me parece é que depende dos verbos, como poderemos ver nos seguintes exemplos:
A procuração já foi assinada pelo presidente.
A procuração já está assinada pelo presidente.
Finalmente a procuração ficou assinada pelo presidente.
Uso de máximo
Se o superlativo de “grande” é “máximo”, posso dizer «meu carro é máximo»?
