DÚVIDAS

Assimilação: de ipse (latim) a esse (português)
Contacto-vos a propósito de uma questão que tem sido recorrente no âmbito da minha prática letiva. A propósito da evolução fonética, particularmente no processo de assimilação, tenho visto em alguns manuais ser usada como exemplo a evolução de ad sic para assim ou de ipse para esse, assumindo-se assim que, em ad sic o fonema /d/ evolui para /s/ e, em ipse, o mesmo se passa com o fonema /p/. A minha questão é simples: tratando-se de evolução fonética – e de fonemas, portanto – não seria mais correto considerar-se que em ambos os casos ocorre uma síncope? A duplicação da consoante s advém, a meu ver, de uma convenção ortográfica, até porque, efetivamente, não pronunciamos o fonema /s/ duplicado. Gostaria de saber a vossa opinião, que muito respeito, em relação a este tópico. Grato pela vossa disponibilidade.
Tunesinos, silvenses, paredenses, etc.
De acordo com o ... Acordo Ortográfico, tal como chamamos aos naturais de Sines sinienses e aos de Torres torrienses (e por motivo outro – origem romana – atenienses aos de Atenas) deveríamos dizer tunienses (Tunes, Algarve), silvienses (Silves), paredienses (Paredes) – que não paredenses (da Parede), fanzerienses (Fânzeres), montienses (Montes) (em vez de tunenses, silvenses, paredenses, fanzerenses e montenses, quiçá por analogia com a formação correcta – julgo eu – em vaguenses de Vagos, fraguenses de Fragas, avisenses de Avis, viseenses de Viseu e salreenses de Salreu)? Grato pela ajuda que possam dar-nos. Parabéns e augúrios de longa vida na excelente ciberdefesa da nossa Língua que vêm praticando.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa