DÚVIDAS

A construção «que não»
Epiphânio Dias, na sua Sintaxe histórica, pág. 277 [2.ª edição, 1933], considera a conjunção que seguida de não como causal com o valor de e, mas não alcancei o porquê; quer-me parecer que «que não» nos contextos indicados pelo autor equivale a exceto. Pode classificar-se ainda hoje o que que aparece nesse contexto como causal, como pensa Epiphânio Dias? Pode ver-se nesse que um que relativo substituível por o qual? Obrigado.
A colocação do pronome átono com após
Gostaria que me esclarecessem uma dúvida se possível. A frase «Após se ter despedido da família, o médico dirigiu-se ao hospital.» estará correta? Ou seria correto empregar o pronome desta forma: «Após ter-se despedido da família, o médico dirigiu-se ao hospital.» Este tema é para mim muito difícil de assimilar, tendo em conta os inúmeros atratores de pronomes existentes cujo listado completo não encontro nas gramáticas. Agradeço a vossa ajuda!
O anglicismo «team building»
A expressão team building ou team-building é usada em Portugal para definir uma tipologia de atividades especificas de desenvolvimento de equipas. Procurei no dicionário de estrangeirismos da língua portuguesa e encontro a palavra team mas não team building ou team-building 1. É a expressão team building um estrangeirismo? 2. Em caso negativo, como classificar a mesma? Outra questão que aproveito para colocar é a seguinte: Em inglês, de acordo com os dicionários Oxford Learner's e Cambridge, 2023 team building e team-building são ambos termos correctos e a sua aplicação depende do contexto. Alegadamente no primeiro caso quando a expressão é usada como um substantivo e team-building usa-se como adjetivo antes do substantivo que está a descrever. 3. Assim sendo, esta regra aplica-se também num mesmo contexto português?
Processos de referenciação anafórica
Gostaria de esclarecer a seguinte dúvida: no segmento abaixo transcrito, pede-se para identificar e explicar os processos de referenciação anafórica em destaque. Como proceder? «A epopeia Os Lusíadas é uma obra emblemática, constituída por dez cantos, com a qual Camões, seu autor, homenageia o povo português. O poeta fá-lo através da Viagem do Gama à Índia e da História de Portugal, não esquecendo os deuses romanos, salientando-se Júpiter, Vénus e Baco.» Muito obrigada pela atenção.
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