Sintaxe e estilística: «A importância... é que/é porque»
Relativamente ao "hábito" de se responder a partir das perguntas dos enunciados, noto uma tendência que se traduz na seguinte frase:
«A importância dos sonhos É QUE/É PORQUE a personagem pressente algo ruim.»
Perguntava-vos, como tal, se é aceitável uma construção desse género.
Obrigado.
Um modificador do grupo verbal na frase
«Os pátios ressoavam com o bater das armas» (Eça de Queirós)
«Os pátios ressoavam com o bater das armas» (Eça de Queirós)
«Com o bater das armas» desempenha a função sintática de complemento oblíquo na frase «os pátios ressoavam com o bater das armas»?
Obrigada.
«De que» e cujo
Qual da(s) opção(ões) está gramaticalmente correta?
1) Tenho instrumentos de que não sei o nome.
2) Tenho instrumentos cujo nome não sei.
3) Tenho instrumentos que não sei o nome.
Topónimos começados por A de: A das Lebres
Gostaria de saber qual a grafia correta para os topónimos começados pelo som A-do, pois encontram-se registos com 3 grafias diferentes. Ex. A-do-Mourão, A-das-Lebres, A-dos-Bispos Será: - À-do - A-do - Á-do
Agradeço desde já o vosso trabalho e a ajuda prestada.
O sujeito na frase «Se alguma vez se distraía..., era para pensar...»
(Camilo Castelo Branco)
(Camilo Castelo Branco)
Na frase «Se alguma vez se distraía deste exercício de memória, era para pensar nas feições da amada do seu hóspede» (in Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco), qual é o sujeito do verbo ser («era»)?
O contexto mais alargado em que a frase surge é o seguinte : «Mariana, durante a veloz caminhada, foi repetindo o recado da fidalga; e se 'alguma vez se distraía deste exercício de memória, era para pensar nas feições da amada do seu hóspede.»
Grata pelo vosso esclarecimento.
A origem dos topónimos Penaguião e Tonchuado (Trás-os-Montes)
Resido no Douro e debato-me, entre outros, com a dificuldade de entender o significado de -guião (de Penaguião) e de Tonchuado, microtopónimo que surge registado duas vezes, situados muito perto um do outro, de cada lado do limite entre as freguesias de Godim e de Fontelas, no concelho do Peso da Régua.
Obrigado pela atenção.
N.E. – O consulente segue a ortografia de 1945.
A grafia de reflito e reflita em 1940
Sobre a forma reflectir, grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990, o Dicionário de Verbos Portugueses da Plátano Editora, na sua edição de março de 1993, regista, na pág. 109, a seguinte nota:
«Verbos terminados em -ectir: mudam o e do radical em i na 1.ª pess. sing. do presente do indicativo, em todas as pessoas do presente do conjuntivo (subjuntivo) e nas pessoas derivadas deste tempo no imperativo. O c do radical desaparece nestas formas verbais.»
Não encontrei esta regra sobre a queda do c do radical em mais lado nenhum.
No Prontuário da Língua Portuguesa da Editorial O Século (6.ª edição, abril 1975), registam: reflectir – reflicto, reflecte, reflectimos; reflicta, reflictamos, etc.
Na versão do Dicionário Priberam conforme a norma de 1945, o verbo também aparece ortografado com o c do radical.
Na rubrica da SIC “Nós por cá”, inserta no Jornal da Noite de domingo, dia 2.10.2005, a apresentadora mostrava um cartaz, onde se lia a palavra reflita e afirmava que a autarquia devia mandar emendar o erro, pois o certo seria reflicta.
A minha questão é, pois, a seguinte: a referida nota do Dicionário de Verbos Portugueses da Plátano Editora estará correta e, cumulativamente, antes do Acordo Ortográfico de 1990 grafava-se este c do radical em toda a conjugação do verbo refletir?
Convescote, outra vez
Sobre diz Peixoto da Fonseca (22/02/00) que "existe realmente o termo convescote, mas ninguém o usa. Encontra-se documentado no Vocabulário da Língua Portuguesa do prof. F. Rebelo Gonçalves, mas desconheço onde ele o desencantou (nem lá diz o que significa)."
Remeto o senhor Peixoto para pelo menos três dicionários (o Aurélio, o Michaellis e o Grande do Cândido de Figeiredo), que não só registam o termo como também o abonam, e lhe explicarão onde Rebelo Gonçalves o foi desencantar.
Engenheiro electrotécnico
Qual deveria ser a designação do profissional de nível superior com formação em engenharia e especialização em eletricidade? Não creio que seja apropriado se chamar o dito profissional de "... Elétrico", pois, afinal, ele não é "energizado", não é mesmo?
Frente al-Nusra
[Atualmente chamada Frente Fatah al-Sham], [escreve-se] «Frente "al-Nusra"» ou «Frente "al-Nosra"»?
Os anglo-saxónicos usam com u, os francófonos com o.
