DÚVIDAS

A pronúncia de anéis
[A minha dúvida] diz respeito às realizações do ditongo [ɛj] como em anéis. Segundo um manual de recente publicação (Manual de Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa de Fails e Clegg publicado em 2021), na supracitada sequência também pode ocorrer a abertura da vogal, resultando em [ɐˈnɐjʃ]. Esta afirmação não se confirma em nenhuma fonte representável sobre a fonética ou fonologia do português de publicação recente que pude consultar [...]. Não tendo encontrado evidências contundentes a este respeito, pergunto-vos, mais uma vez, se a realização de éis como [ɐjʃ] pode ser considerada normativa no português europeu. Obrigado.
Crente e evangélico
Quando e por que as palavras crente e evangélico(a) passaram a ser sinônimos exclusivos de protestante? Vamos ver que: 1) Crente = quem crê em Deus e/ou em qualquer outro elemento 2) Evangélico(a) = quem lê e/ou segue o Evangelho Pois em meu entendimento (que é algo bastante limitado...), católico(a) e espírita também são crentes e evangélicos(as)... ou será que não? Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
O uso pronominal do verbo orientar
«Ele é o viajante que se orienta pelas estrelas.» Nessa frase há a voz passiva sintética? A expressão «pelas estrelas» é o agente da passiva em uma voz passiva sintética? Na passiva sintética é correto usar o sujeito paciente antes do verbo como na frase acima (o viajante que se orienta) e nestas frases? «Apartamentos se alugam.» «Um erro se cometeu.» «Casas se vendem.» «Uma recompensa se ofereceu.»
Sobre a sequência «... e mas»
Eu gostaria de saber se há algum respaldo da gramática prescritiva para a combinação de duas conjunções (e + mas). Encontrei isso num verso de Gonçalves Dias: «Nem tão alta cortesia / Vi eu jamais praticada / Entre os Tupis,– e mas foram / Senhores em gentileza.» (I-Juca-Pirama, VII). Também encontrei outros exemplos: 1. «A ameaça rugiu-lhe no coração e mas a cólera cedeu à angústia e ele sentiu na face alguma cousa semelhante a uma lágrima.» (Helena – Machado de Assis); 2. «Ele aqui abriu a carteira com ares de ricaço, tirou umas notas e mas quis meter nas mãos, dizendo […]» (Paulo – Bruno Seabra). Seria uma forma mais rara de dizer «…e, no entanto, […]»? Obrigado.
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