A expressão «musa inspiradora»
Um amigo me disse que "musas inspiradoras" é pleonasmo vicioso/redundância viciosa, mas não sei mais se "musas inspiradoras" é pleonasmo estilístico/redundância estilística, pleonasmo vicioso/redundância viciosa ou não pleonasmo/não redundância!
O que vocês entendem do assunto todo no caso então?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
O verbo espatuchar
Pretendo saber o significado da palavra "espatuchavam" que encontrei no livro Apenas uma Narrativa, de António Pedro.
Grato.
Disjunção e vírgula
Queria perguntar-vos como se diferencia uma disjunção inclusiva de uma disjunção exclusiva. Por exemplo: «as escolas de ensino privado ou cooperativo com contrato de associação».
Se eu quiser dizer «OU escolas privadas OU escolas cooperativas com contrato de associação» (das duas, uma), devo colocar vírgulas depois de «privadas» e depois de «cooperativas»?
Se eu quiser dizer «as escolas privadas OU cooperativas com contrato de associação» (uma, outra ou ambas), devo colocar vírgulas antes do ou e depois de cooperativas?
Obrigado.
Objeto direto preposicionado: «...mede o litoral como à criança»
Respeitosa turma do Ciberdúvidas, como vão? Antes de qualquer coisa, é preciso agradecer muito muito muito pelo trabalho de vocês. Vocês não podem imaginar a quantidade de vezes em que salvam minhas dúvidas e me ajudam a seguir em frente no ofício da escrita. Me impressiona quando me vejo lendo artigos e respostas que vão de 1996 a 2024. É coisa linda mesmo. Vida longa!
Dito isso, queria tirar uma dúvida que sempre me pega. E que me surgiu numa passagem específica de algo que estou escrevendo. A saber: «...mede o litoral como à criança no batente da porta.» A ideia aqui é uma comparação: a pessoa em questão mede o litoral como mediria a altura de uma criança no batente de uma porta. Antes, a passagem não tinha crase: «...mede o litoral como a criança no batente da porta.» Entendo que ela estaria correta, seria uma comparação direta: mede o litoral como [mede] uma criança no batente.
Agora, revisando, me pareceu mais interessante o uso da crase. Além de esteticamente mais intrigante, acho que ajudaria a não confundir a leitura. Sem ela, a pessoa pode entender que se mede o litoral como uma criança o mediria no batente da porta. Essa crase está correta, não?
Por vezes, quando vamos dançando com os verbos, eles parecem aceitar uma regência indireta que normalmente não aceitam. Poderiam elucidar a questão? Além de entender se a crase faz sentido, gostaria de entender se estou doidão ou se essa variação de regência existe mesmo.
Desde já, muito obrigado! Abraços!
Entreter e entretanto
Há pouco escrevi a a seguinte frase:
«Há algo que possa fazer para me entreter no entretanto?»
Fiquei de imediato a questionar-me sobre se entreter e entretanto teriam a mesma origem etimológica.
Será que me podem esclarecer?
Obrigado.
A sintaxe do verbo submeter
Na frase «Submetendo-os a uma regra», qual a função sintática de «a uma regra»?
Complemento oblíquo ou complemento indireto? O verbo seleciona complemento indireto quando se encontra na forma reflexa, como em «Ele submeteu-se-lhe», mas não me parece que, neste contexto, a expressão iniciada por preposição seja complemento indireto, já que não seria aceitável a formulação «Submetendo-lhos».
Agradeço antecipadamente a vossa resposta.
O uso nominal de querer
Outro dia, numa conversa casual, certa pessoa disse a seguinte frase:
«A Atena (nome de um cão) anda cheia de quereres!»
Outra pessoa comentou que a frase estaria errada, e que o certo seria «cheia de querer», no singular.
De fato, a expressão conhecida, até onde me lembro, aparece no singular.
Achei exagerada essa acusação de erro, primeiro, porque a língua é viva e pode naturalmente se inflexionar; e, segundo, de nenhuma maneira me parece que o sentido da frase foi perdido no plural; e, finamente, é possível justificá-lo, acredito, argumentando que a pessoa que usou a expressão tratou a palavra querer como um substantivo.
Consigo imaginar perfeitamente uma situação em que quereres sejam contáveis: 1 querer, 2 quereres, 3...
Bom, estou longe ser um entendido da língua e gostaria de saber como se pode elucidar essa questão.
«Cheia de quereres» a mim é totalmente inteligível, mas o que podem me dizer os estudiosos? Como a gramática funciona neste caso?
Desde já agradecido abraço
O particípio passado atento
Gostaria de saber se está correta a frase seguinte:
«Atento a resposta anterior, informa-se que deverá usar o formulário disponibilizado na página eletrónica da organização X.»
Obrigada.
Torce e destorce
Esclareçam-me uma dúvida lexical, que é sobre qual é a origem do famoso berro dos arrumadores [em Portugal]:
«..."troce" tudo, agora "destroce" para o outro lado, vá a direito ....»
Se estes "troce", "destroce" são mesmo as conjugações de troçar e destroçar? Assim sendo, nenhum dicionário traz esse sentido de nenhum desses verbetes.
Obrigado.
Bersabé
Sobre Beersheva, temos uma versão portuguesa estabilizada do nome desta cidade no sul de Israel?
Obrigado
