DÚVIDAS

Estilo formal e regionalismos, neologismos e gírias
É recomendado não utilizar regionalismos, neologismos e gírias em trabalhos escolares e trabalhos profissionais? Não sei se tem complicações, pois pode ser que tais termos não façam parte do idioma padrão e que se tenha de se explicar sempre o que eles mesmos queiram dizer! Pois muito bem, o que vocês entendem disso tudo aí no caso então? Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Estilo e interferência do inglês
A pedido de um colega, estou revendo um texto da área médica que contém repetidas vezes frases como esta: «Setenta por cento dos pacientes foram definidos como apresentando um baixo grau de sangramento.» A mim, soa muito mal o gerúndio após «definidos como», mas não sei justificar por quê. O que há de errado? Uma sintaxe calcada no inglês? Ou seria uma construção aceitável? Grata pela atenção.
A locução «durante que»
Consultando o Dicionário Escolar das Dificuldades da Língua Portuguesa de autoria de Cândido Jucá (filho), eis que tive uma surpresa ao visualizar o verbete durante, pois nele conta o registro da locuções «durante que» como sinônimo de enquanto, algo novo pra mim , pois nunca havia visto nas gramáticas que consultei .   Assim queria saber, por gentileza, se essa doutrina é ensinada por outro gramático ou lexicógrafo. «(…) durante que , conj.- enquanto. Houve uma pequena pausa, durante que o Pé. Molina contemplava a festa ( Alencar).(…)»
A conjunção subordinativa comparativa quanto
Eu e alguns colegas entramos numa boa discussão gramatical devido à frase: «Circe faz você tão tentadora quanto à mais bonita sobremesa.» Entendemos que o acento indicativo está equivocado (estamos corretos?); mas apresentamos uma divergência: a frase está equivocada, pois apresenta apenas um artigo ou uma preposição? Não consigo ver a frase citada apresentado a preposição; porque, em estruturas semelhantes, a "preposição" não aparece; porém fiquei na dúvida. Obs.: Eu entendo que «quanto a» significando «em relação a» tem preposição; mas a estrutura da frase citada parece-me muito com as estruturas dos graus dos adjetivos que não usam a preposição. Desde já, agradeço-lhes a enorme atenção.
Achar e acreditar com os modos indicativo e conjuntivo
Gostaria que me tirassem algumas dúvidas quanto ao uso do indicativo e conjuntivo com verbos de opinião. As gramáticas indicam que depois de verbos de opinião na forma afirmativa usamos o indicativo e depois da negativa usamos o conjuntivo. a) Acho que o livro está na biblioteca. b) Não acho que o livro esteja na biblioteca. Seria agramatical dizer o seguinte? c) Acho que o livro não está na biblioteca. d) Achei que o livro estivesse na biblioteca. De acordo com a regra, d) não deveria ser «Achava que o livro estava na biblioteca»? E quanto às seguintes frases? (e) Não achei que o livro estava na biblioteca. (f) Não creio que hoje fico em casa. E uma última questão, o verbo acreditar segue a mesma regra que os restantes verbos de opinião ou há alguma exceção? (g) Acredito que o livro está na biblioteca. (h) Não acredito que o livro esteja na biblioteca. Com este verbo, soa-me melhor ouvir as duas formas, afirmativa e negativa, no modo conjuntivo. Pedia que me confirmassem se estão corretas as frases. Caso sejam gramaticais, qual é, afinal, a regra para o uso indicativo e conjuntivo com os verbos de opinião? Obrigada!
Oração comparativo-condicional: «como se o conhecêssemos»
Na frase «Ao ouvirmos as histórias sobre Pessoa, é como se o conhecêssemos verdadeiramente:», o segmento «como se o conhecêssemos» é uma oração subordinada adverbial comparativa? Quando a escrevi para colocar num exercício, assumi que era de facto uma adverbial comparativa. Porém, tendo em conta que as orações adverbiais têm função de modificador e o segmento parece desempenhar a função de predicativo do sujeito (ou não?), fiquei com dúvidas e considerei tratar-se de uma oração substantiva relativa. Será que podem ajudar-me a esclarecer? Agradeço a ajuda.
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