«Na tua irreverência se vê a tua singularidade.»
«Na tua irreverência se vê a tua singularidade.»
O se nesta frase pode vir antes do verbo?
Conjugação pronominal reflexa de sujar
Por favor, a frase: «Sujou-se com graxa para compor o personagem.»
Qual a classificação do sujeito do verbo «sujou-se»? Qual a função sintática do pronome se?
Obrigado
Hamurabi e Hamurábi
O nome Hamurabi é bastante citado na academia, sobretudo em trabalhos relacionados à história do Oriente Médio.
A minha dúvida é: qual a sílaba tônica do nome? Em teoria seria oxítono, dada a ausência de acento gráfico, mas se pronuncia como paroxítono e, se assim o é, não teria de ser acentuado na penúltima sílaba?
O nome foi de fato aportuguesado, já que perdeu a germinação do m (Hammurabi), sendo reduzido a um só, mas por que não houve acentuação?
Obrigado.
O uso de nenhuns
Qual será a importância e utilidade da utilização do pronome nenhuns (como plural de nenhum), se nenhum, literalmente, já quer dizer «zero» no caso?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
O género de manche
Manche (alavanca cujos movimentos controlam a subida, a descida ou o equilíbrio lateral de uma aeronave) é masculino ou feminino? Obrigada!
Salmos, coros e estrofe
Mais uma vez venho pedir a vossa ajuda.
Nos momentos de orações comunitárias, quase sempre se deve, o que é responsável por conduzir a oração, informar os presentes como devem ser feitos os salmos das Horas Canônicas. Qual é o modo mais correto de dizer:
1.º Façamos [o próximo salmo] em dois coros em estrofe.
2.º Façamos [o próximo salmo] a dois coros em estrofe.
3.º Façamos [o próximo salmo] a dois coros por estrofe.
4.º Façamos [o próximo salmo] em dois coros por estrofe.
Não estou seguro quanto ao modo certo.
Eu fico cá aguardando a vossa explicação.
Antecipadamente, obrigado.
Modificador do nome: «carta para o Rui»
É possível que a sintaxe do verbo deixar admita a preposição destacada?
«Ana deixou uma carta PARA Rui.»
Obrigado.
A sintaxe de «licenciado/mestre/doutor por...»
Confirmei no Dicionário Prático de Regência Nominal de Celso Pedro Luft que se escreve, tal como se ouve habitualmente, «sou licenciada em x PELA Universidade y» e «sou doutora(/doutorada) em x PELA Universidade y».
Pergunto, primeiro, se o mesmo se aplica – como seria de esperar – à designação mestre: é-se mestre em x POR [instituição de ensino y] (o dicionário referido é omisso neste ponto)?
Pergunto, depois, se é possível explicar gramaticalmente esta construção, que não é óbvia para mim.
Na frase «Sou licenciada pela Universidade y», «pela Universidade y» desempenharia, se compreendo bem, a função sintática de complemento agente da passiva – é a instituição de ensino que "licencia", i.e. que confere o grau académico de licenciado ao estudante. Não sei se este raciocínio está correto, e não consigo aplicá-lo aos outros casos: em «sou mestre pela Universidade y» e em «sou doutor pela Universidade y», o mesmo constituinte («pela Universidade y») não pode desempenhar a função sintática referida, parece-me. Conseguiriam explicar esta construção?
Obrigada pelo vosso precioso trabalho.
A locução «durante que»
Consultando o Dicionário Escolar das Dificuldades da Língua Portuguesa de autoria de Cândido Jucá (filho), eis que tive uma surpresa ao visualizar o verbete durante, pois nele conta o registro da locuções «durante que» como sinônimo de enquanto, algo novo pra mim , pois nunca havia visto nas gramáticas que consultei .
Assim queria saber, por gentileza, se essa doutrina é ensinada por outro gramático ou lexicógrafo.
«(…) durante que , conj.- enquanto. Houve uma pequena pausa, durante que o Pé. Molina contemplava a festa ( Alencar).(…)»
Os verbos arder e queimar
É correto dizer-se «estavam três carros ardidos»?
Soa-me bastante melhor «estavam três carros queimados», mas não sei qual o fundamento na gramática para esta questão.
Também não me faz sentido se considerar a opção de o carro ter sido ardido porque, na verdade, eu posso queimar algo, mas não posso arder algo.
Obrigada.
