Direita, esquerda, extrema-direita e extrema-esquerda
Gostaria de saber se as tendências políticas, como a direita, a esquerda, a extrema-direita ou extrema-esquerda, se escrevem com letra maiúscula ou minúscula. Quando é nome de partido, faz sentido ser com maiúscula, como «Partido Comunista», mas quando se trata da tendência, não encontro no prontuário a resposta a esta questão.
A palavra psicopata
Por formação de radicais, a palavra psicopata seria usada e aplicada a qualquer doente mental.
Em sendo assim, quando e por que psicopata passou a designar só um tipo de doente mental, não qualquer tipo no caso?
Psicopata e antissocial, do transtorno de personalidade antissocial (psicopatia), estão ligados?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Mais-que-perfeito do indicativo x imperfeito do conjuntivo
Na letra da canção popular «Ó rama, que linda rama», há versos que dizem: «Se houvera quem me ensinara/ quem aprendia era eu.»
Qual é o motivo da utilização do mais-que-perfeito do Indicativo (houvera, ensinara), e não do imperfeito do conjuntivo (houvesse, ensinasse)?
Muito obrigado.
O anglicismo foodie
Já tenho surpreendido a palavra foodie aqui e ali, sobretudo em revistas de tendências do tipo Time Out...
Por exemplo, na revista Activa, em 23/05/2025, lê-se:
«Falámos com a fundadora do Lisbon Insiders, um guia e uma plataforma para foodies e epicuristas [...].»
O anglicismo foodie já foi aportuguesado?
Raio e raia (Idade Média)
Estou traduzindo um texto do francês para o português onde consta a palavra rai em francês antigo, que se utilizava em referência a «rayon de soleil» [raio de sol].
Há alguma palavra em português antigo para se referir a «raio de sol», ou ao «sol»?
Agradeço a ajuda.
A sintaxe do verbo contribuir
Na frase «Temos de contribuir para que se limite o aumento da temperatura mundial», há quem diga que «para que se limite o aumento da temperatura mundial» é uma oração subordinada substantiva completiva e desempenha a função sintática de complemento oblíquo.
Queria, contudo, saber como explicar o «para que», porque, nas gramáticas, aparece como uma locução subordinativa conjuncional final, que, por sua vez, introduz orações subordinadas adverbiais finais.
Obrigada pela vossa atenção.
Ainda «Ouviram-se os jovens»
Num texto de 13 de maio, é afirmado que o pronome pessoal se, na frase «Ouviram-se os jovens», tem a função de complemento agente da passiva.
Penso que é errado e fundamento-me na Gramática do Português, da Fundação Gulbenkian, vol. I, pág. 390-394; 444-445.
No contexto do ensino do português, o Dicionário Terminológico considera complemento agente da passiva o grupo preposicional presente numa frase passiva que corresponderia ao sujeito da frase ativa.
Neste sentido, gostaria de conhecer bibliografia que considere agente da passiva o morfema se em passivas pronominais.
Obrigado.
Quantificador numeral cardinal: «Quatro dos seus livros»
Na frase «Quatro dos seus livros foram adaptados ao teatro e encenados em Portugal, na Alemanha e na Roménia», a palavra quatro é quantificador numeral cardinal ou é fracionário?
Obrigada.
Demonstrativos e adjuntos adverbiais de tempo
Se, por exemplo, estou numa manhã ou tarde de um dia qualquer e quero me referir à noite que está por vir (ou seja, à noite do mesmo dia), qual pronome devo usar?
Quero aplicar o devido pronome à sentença: «O evento acontecerá [pronome] noite.»
Vejo com frequência pessoas usando essa e esta, inclusive no trecho de uma telenovela que tem em sua cronologia e contexto um intelectual do início do século passado – XX.
Entretanto, acredito que, ao menos, a construção da frase mereça a proposição em e, sendo assim, a dúvida se restrinja aos pronomes nessa ou nesta.
Aprecio o espaço. Obrigado.
Subordinada substantiva completiva nominal: «sensação de que está interrompendo...»
Trata-se de uma questão de prova. Estou em dúvida sobre a análise sintática dessa oração:
«Essa sua sensação, quando acende a luz da sala, de que está interrompendo alguma coisa.»
No caso a oração «de que está interrompendo alguma coisa» é um complemento nominal oracional?
É possível que se trate de uma oração completiva nominal se não existe a oração principal?
Como posso ter clareza de que o que é um pronome nessa oração? O que justifica o fato do que ser um pronome nessa oração?
Obrigada!
