DÚVIDAS

Consoantes sibilantes e palatais
Há algum tempo aprendi que, antigamente: 1. z não soava como s intervocálico, isto é, [z]; 2. ç (ou ci/ce) não soava como ss/s inicial, isto é, [s]; 3. ch não soava como soa habitualmente x, isto é, [ʃ]. Depois, lembrei-me de mais um par parecido de consoantes homófonos: 4. d palatal e j, que soam [ʒ]. Também queria perguntar o que se segue sobre este quarto par. A propósito de cada um destes quatro casos de consoantes agora homófonas, queria perguntar: 1. Se estou certo em dizer que antigamente se pronunciavam diferentemente; 2. Quais se acha terem sido os sons delas quando ainda se pronunciavam diferentemente (podem usar o Alfabeto Fonético Internacional na resposta); 3. Quando se acha que deixaram de se diferenciar na pronunciação. Estou interessado no sotaque de Lisboa, pois estou consciente de que terão persistido menos ou mais tempo noutras regiões de Portugal. Enfim, agradecia também se pudessem indicar alguns livros onde poderia ler mais sobre estas e outras parecidas alterações fonológicas da língua portuguesa. Antecipadamente grato pela ajuda prestada.  
Verbos plenos e verbos auxiliares
«Eu gostaria de ajudá-la.» «Ele as incentivou a ajudarem-no.» Na primeira frase , seria possível haver uma mesóclise? Ex.: «Eu gostá-lo-ia de ajudar.» A pergunta surge porque eu o tinha como verbo auxiliar. «c) vontade ou desejo: querer escrever, odiar escrever, desejar escrever, […]» Porém, gostar aparentemente não é. Parece sensitivo, então, não? Na segunda frase, gostaria de saber se o verbo incentivar possui as características de um verbo causativo. A dúvida surge porque, conquanto – na minha linha de raciocínio – existam os elementos de um verbo causativo, há, aqui, uma preposição (diferente dos vários verbos causativos com os quais estou acostumado).  Em minha cabeça não tão familiarizada com terminologias diferentes, neste caso, ou é um verbo auxiliar (a flexão do infinitivo estaria errada), ou é um verbo causativo (a flexão do infinitivo também estaria errada). Há um terceiro elemento que paira sobre mim, e eu não o vejo?  Obrigado. 
A expressão «doença social»
Na sequência de frases «O racismo é um problema social que afeta a saúde mental e física das pessoas. Ele pode ser considerado uma doença social porque causa exclusão, desigualdade, violência e sofrimento», a expressão «doença social» é sempre interpretada como uma metáfora? Gostaria de entender se, do ponto de vista linguístico, há alguma possibilidade de essa frase ser interpretada literalmente ou se a metáfora é inevitável, mesmo considerando o contexto explicativo sobre os impactos do racismo. Agradeço a ajuda!
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