Acento circunflexo em palavras como flor, cor e pôr
Gostaria que me esclarecessem a seguinte dúvida:
Alguma vez na história da nossa língua palavras como flor, cor e por foram escritas com acento circunflexo, i.e. "flôr", "côr" e "pôr"?
E se sim, ainda hoje se pode escrever?
Obrigada.
«De forma que» + «por forma a»
“Por forma a” ou “de forma a” Qual das expressões está correcta «Por forma a» ou «de forma a»?
Na época
É correto escrever: "O director /director da empresa, à época da celebração do contrato..." (com crase)?
«Dar à luz» e parir
Tenho uma dúvida: devemos dizer «dar à luz», ou «parir»? Qual a expressão correta quando nos referimos a seres humanos?
«Por outro lado»
A expressão «por outro lado» só pode ser usada para se estabelecer um contraste entre dois elementos («Gosto muito de viajar. Por outro lado, acho que as viagens são perigosas»), ou também pode ser usada no contexto de uma enumeração («O governo construiu muitas estradas. Além disso, investiu em hospitais. Por outro lado, o governo também revitalizou os caminhos de ferro»)?
A desinência modo-temporal
Nas palavras abaixo, qual a que não apresenta desinência modo-temporal e por quê?
aplaudias acordou faltarás vendam cobrasses
Plural das palavras terminadas em -x
Em resposta a uma pergunta acerca dos plurais de ápex e tórax, respondem que o plural das palavras portuguesas terminadas x é igual ao singular. No entanto, na literatura sempre tenho encontrado "clímaces" (nunca "os clímax") como plural de "clímax". Claro que há uma variante de "clímax" que é "clímace". O plural de "clímace" não deixa quaisquer dúvidas: é "clímaces"; mas estou a referir-me especificamente ao plural de "clímax". Por outro lado, há também o caso da palavra "fax", cujo plural "óbvio" é "faxes". Pode-se argumentar que foi importada recentemente do Inglês, mas o facto é que esta palavra é bastante fácil de verter para Português. Parece-me que a questão do plural das palavras terminadas em Português é um pouco mais complexa, tendo a ver em particular com a língua de origem da palavra e com o facto de esta ser oxítona ou paroxítona. Claro que todas as hesitações surgem porque as palavras terminadas em x não são nada típicas da língua portuguesa. São sempre decalques um pouco artificiais de outra língua, mesmo que seja o Latim.
Mal visto e malvisto
Relativamente à resposta dada em 22/04/2008, com o título Grafia de malvisto, gostaria de saber se são aceitas as seguintes frases:
1) «O João foi mal visto, porque chegou disfarçado ao velório.»
2) «A placa foi/ficou mal vista, pois o mato a encobriu.»
Outras situações com mal:
3) «O prédio malfeito/malconstruído foi vendido por um preço baixo.»
4) «O prédio foi mal feito/mal construído pela construtora.»
5) «Aquele quadro está/ficou malpintado.»
6) «Aquele quadro foi mal pintado pelo João.»
7) «O texto acima ficou mal-elaborado.»
8) «O texto acima foi mal elaborado pelo consulente.»
Há alguma forma de se identificar o mal separado, com hífen, ou "tudo junto" sem hífen, ou o contexto é que definirá entre uma ou outra?
Obrigado.
Muito: classificação morfológica
Na oração "Muito poucos presos poderão doar após a morte", qual a classe a que pertence a palavra muito. Por que essa palavra não concordou com poucos?
Obrigada pela atenção.
Acerca de cor-de-rosa e «cor de laranja»
Consultei [...] esta resposta.
Talvez pelo facto de as minhas línguas maternas — o espanhol e o catalão — estarem muito sistematizadas, em grande parte para facilitar a vida de quem escreve, não pude, depois de ler a mencionada resposta, deixar de me perguntar se tem algum sentido escrever "cor-de-rosa" com hífen e "cor de laranja", "cor de tijolo" ou "cor de vinho" sem o mesmo. Pessoalmente, acho que não e apenas confunde e dificulta a vida, para além de me parecer completamente arbitrário, mas gostaria de saber a sua opinião de linguistas especialistas em português, que vêem a língua desde dentro, e não de fora como eu.
Muito obrigado.
