«Eu próprio/mesmo» e próclise
Qual das seguintes frases está correta?
«Eu próprio/mesmo lhe disse a verdade», ou «Eu próprio/mesmo disse-lhe a verdade»?
Por outro lado, sabem dizer-me onde posso consultar uma lista com todas as palavram que provocam próclise?
Muito obrigado pela vossa atenção.
A obrigatoriedade do ponto de interrogação
Tenho dúvidas quanto à obrigatoriedade da colocação do ponto de interrogação no final das frases que se seguem, concretamente, depois de «coisa» e depois de «então».
«Que fazer quando nos falhar isto? Ou pior: quando se nos faltar outra coisa.»
«Que fazer então? Quando se nos falhar isto, ou pior: quando se nos faltar outra coisa.»
Podemos ter esta alternativa abaixo?
«Que fazer então... quando se nos falhar isto, ou pior, quando se nos faltar aquilo.»
Obrigado e parabéns pelo vosso trabalho.
Afonso primeiro ou Afonso um?
Ouvi o Dr. Graça Moura a dizer que ficou escandalizado quando soube que uma professora de História dizia Afonso dois e não Afonso segundo.
Pergunto: Então porque se diz Afonso treze e não Afonso décimo terceiro ou Pio onze e não Pio décimo primeiro?
Sobre o gentílico de Romanha
Estou a trabalhar num resumo biográfico de Mussolini, que nasceu na Romanha (Romagna). Não consigo descobrir como se chamam os naturais da Romanha. Inspirado em Bolonha/bolonhês, arriscar-me-ia a chamar-lhes romanhês/romanheses. Estarei certo? Poderia contar com a v/gentil ajuda? Ficar-lhes-ia muito grato. Saúdo-vos com muita admiração e cordialidade.
Destino / sentido
Não é propriamente uma pergunta; é mais uma coisa simples, sem importância, que só eventualmente possa interessar a quem gosta da nossa língua. Antes no Metropolitano de Lisboa, nos painéis electrónicos informativos, podíamos ler: «Direcção» e «Destino» Há alguns meses, os títulos destas mensagens foram alterados para: «Destino» e «Sentido» O que é curioso é que, para além de estar mais correcto do ponto de vista de descrição do movimento, destino e sentido são palavras formadas pelas mesmas letras.
A pronúncia do r simples no português de Portugal
Gostaria de saber se para além das vibrantes simples – vibrante simples alveolar e vibrante simples retroflexa –, existem outros róticos em posição final de palavra no português de Portugal.
É que posso ouvir um r estranho nalguns portugueses que parece aspirado, por exemplo, nas palavras melhor, mulher, ou assibilado, por exemplo, na palavra sempre, quando o e átono final não é pronunciado.
Caso existam, também gostaria de saber, por favor, que símbolos do Alfabeto Fonético Internacional representam estes róticos.
Faço a pergunta, porque a ocorrência destes sons no português de Portugal não está descrita na bibliografia de consulta essencial para o estudo das diferentes variedades da língua portuguesa que existem em Portugal.
Fico à espera da sua resposta, que antecipadamente agradeço.
Adaptação, reconstituição, etc.
Gostaria que me dissesse a que conceitos literários correspondem estes termos: «adaptação», «reconstituição», «recriação», «reescrita» e «versão». Estes termos são aplicados às chamadas adaptações dos clássicos da literatura para crianças, como por exemplo às adaptações d'"Os Lusíadas" para as crianças. Gostaria ainda que me indicassem um bom dicionário de termos literários.
Do
Do é a junção de "de" + "o". Quero saber se esta junção é uma preposição.
Perméase e permease
Do ponto de vista da correção lexicográfica e da prosódia, devemos empregar perméase, ou permease? Ou o uso é indistinto? Ou permease seria corruptela da forma acentuada, ou, talvez, idiossincrasia de biólogos?
Agradeço, desde já, a gentileza.
Tricoteiro = tricotadeiro
Quem tricota/tricoteia é um/uma "tricotador"/"tricotadora", "tricoteiro"/"tricoteira" ou "tricotadeiro"/"tricotadeira"?
Obrigado.
