DÚVIDAS

Discurso indireto: futuro do indicativo e condicional
Fiquei responsável de redigir uma ata de reunião e corrigiram o tempo verbal associado à passagem para o discurso indireto. A frase era mais ou menos a seguinte: «As professores X e Y comunicaram que, no dia Z, seria feita a entrega de prémios do concurso de poesia.» Escrevi "seria", usando o condicional, partindo do princípio de que devia respeitar as regras de transposição de discurso direto para indireto, assumindo que em discurso direto teria sido usado o futuro do indicativo. Saliento que a ata foi lida e aprovada na reunião seguinte, portanto depois do referido evento (a entrega de prémios) já ter sido realizado. Consultei as gramáticas de referência, como a da Gulbenkian, e percebi que de facto, por vezes, as regras mais "clássicas" não devem ser aplicadas, mas não encontrei qualquer regra que justifique que tenham corrigido "seria" e passado para "será". Há alguma regra que eu desconheça e que faça com que esta correção esteja correta? Agradeço muito se me puderem responder, porque estou tentada a continuar a escrever no condicional, quando se tratar da citação em discurso indireto sobre algo que se prevê para o futuro. Obrigada.
O nome butelo
Para referir um conhecido enchido transmontano, também conhecido nas regiões espanholas vizinhas, é mais correto "butelo" ou também pode escrever-se "botelo"? «BUTELO butêlo m. Prov. trasm. Chouriço grosso, que leva osso moído de suan. bulho m. Prov. trasm. Espécie de chouriço, em que entram cartilagens e ossos tenros de porco, especialmente das costelas e do rabo. botelha, (tê) f. Garrafa. Vinho, contido numa garrafa. (B. lat. butticula, de butta) Botellum ' gall . butelo ' , una variedad de embutido ' , es un término más común : en fr . boyau ( “ tripa ' ) , en it . budèllo (“tripa") , documentado desde el s . XIII . Butè. Mettere, porre, collocare – “EMBUTIR/ENCHER”» Obrigado.
A regência de importar-se
Pelo que tenho visto, a regência do verbo importar-se é diferente no português do Brasil e no português de Portugal. Em Portugal, o verbo deve ser sucedido da preposição de antes de indicar o verbo que o complementa, certo? Exemplo: «Ele não se importa de ir à estação de comboios.» Mas e quando não há sucessão de verbo? Por exemplo: «ele não se importa da menina». Não seria correto trocar o de pelo «com a»? Ex.: «ele não se importa com a menina».
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